Política

Várzea Grande reduz funcionamento de empresas e prefeitura cogita lockdown se casos de Covid continuarem aumentando

A administração municipal emitiu novo decreto reduzindo ainda mais o tempo de funcionamento da totalidade das empresas no segundo maior município de Mato Grosso, com 50% da capacidade máxima de lotação, com horário de atendimento ao público entre 08 e 18 horas e, após esse horário, poderão apenas fazer entregas (delivery) ou manter o sistema de drive thru, obedecendo as medidas de prevenção e combate à disseminação do novo coronavírus, incluindo, métodos para evitar a circulação de pessoas que pertencem ao grupo de risco.

Padarias, feiras, supermercados, mercados, pizzarias, bares, lanchonetes, conveniências, distribuidoras de bebidas e comércio informal ambulante de gênero alimentício, poderão manter suas atividades, com 30% da capacidade máxima de lotação, desde que reforce, além das medidas mencionadas no art. 15, o controle de fluxo, com horário de atendimento ao público entre 06 e 19:30 horas, sendo que, após esse horário, não poderão mais funcionar. A prefeitura proibiu consumir bebidas em padarias, feiras, supermercados, mercados, bares, lanchonetes, conveniências, distribuidoras de bebidas e comércio informal ambulante

Restaurantes e pizzarias somente poderão funcionar das 11:00 até às 14:30horas (almoço) e das 17:30 até às 19:30 horas (jantar) sendo que após esses horários, somente funcionarão o sistema de entregas (delivery) ou drive thru,

A prefeitura considerou que, além do crescimento da taxa de ocupação (internação) de mais de 53% nos últimos três dias conforme veiculação da imprensa, o Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (COVID 19) e a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, optaram a adoção de novas medidas restritivas para garantia do isolamento social. “Essa é a mais importante medida que toda a população pode adotar em prol de si e das demais pessoas”, disse o novo presidente do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus (COVID 19) de Várzea Grande, o secretário municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidélis, que substitui Kalil Baracat.

Acompanhado pelo secretário de Saúde, Diógenes Marcondes, da Procuradora Municipal, Sadora Xavier, da secretária de Assuntos Estratégico, Adriana Leão, a prefeita Lucimar Sacre de Campos autorizou as novas mudanças e estudos para um eventual lockdown, que seria o fechamento de todas as atividades consideradas não essenciais.

“Muitos apontam que nós flexibilizamos o funcionamento geral sem regras, o que não é verdade, tanto que tenho em minhas mãos todos os decretos emitidos e neles sempre houve limitações no número de pessoas que pudessem ser atendidas, como em número de funcionários reduzidos, portanto, o Poder Público Municipal está cumprindo com seu papel, mas necessitamos que a população nos ajude a combater essa pandemia”, explicou a prefeita. “Fico preocupada quando vejo que o Estado em seu boletim diário aponta para diversas unidades de saúde desabilitando, adequando ou reduzindo os leitos de UTI do SUS, o que deixa a população em risco, já que na mesma proporção os casos internados aumentam em diversas cidades”, pontuou a chefe do Executivo Estadual.

Ela citou ainda que no Plano de Contingência, para o COVID 19 assinado pelo Governo do Estado e pelas Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande, as unidades com leitos para atender tal demanda eram o Hospital Metropolitano, o Hospital Estadual Santa Casa de Misericórdia, o antigo Pronto Socorro Municipal de Cuiabá e o Hospital Municipal São Benedito, também em Cuiabá. “Já o Hospital Pronto Socorro de Várzea Grande e as UPAS IPASE e Dr. Farid Seror, ficaram com a triagem para identificar os casos de COVID e encaminhar para as unidades referências, sendo que para isto precisamos de ter os leitos para atender essas demandas”, assinalou.

Várzea Grande tem 16 mortes confirmadas, 318 casos desde o início da pandemia, 116 recuperados 167 pessoas em isolamento domiciliar e 19 internados.

Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)