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Convenção do União: decisão de Jayme ao governo ou apoio a Pivetta sai esta tarde; farpas entre Dilmar e Mauro

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Só Notícias (foto: assessoria - atualizada 14:53h)

O União Brasil em Mato Grosso iniciou, há pouco, na CDL em Cuiabá, sua convenção estadual, e aprovou as candidaturas do ex-governador Mauro Mendes ao Senado, 5 candidaturas a deputado federal e 9 a estadual.

Mas a sigla segue dividida sobre a disputa ao governo do Estado. Não houve consenso nas últimas reuniões dos líderes e convencionais, ontem à noite, para chegar a acordo e a decisão será no voto: Jayme Campos ao governo ou apoio para Otaviano Pivetta (Republicanos) concorrer a governador. As duas alas fazem contas. A de Jayme prevê em torno de 28 votos. A ala liderada por Mauro Mendes prevê em torno de 27 votos.

Jayme já discursou. Em entrevista, pouco antes, disse que, “essa convenção é a primeira vez que vi, na história contemporânea da política brasileira, em que apenas um candidato se inscreveu para ser candidato a governador e vai ter que ir para o voto. Eu imagino que teria que ser por aclamação”. “Confio plenamente nos nossos convencionais. O voto é soberano. Eu quero crer que vamos ter uma votação expressiva aqui. Vamos vencer a convenção, com certeza. Até pela nossa história, nossa biografia”, declarou.

O primeiro secretário do partido, deputado Dilmar Dal Bosco, discursou brevemente durante a convenção e houve troca de farpas com o ex- governador Mauro Mendes. “Eu nunca, na história deste partido, desde o PFL, vi o partido traindo o próprio partido. Nunca tinha visto”, disse o deputado. Mauro, presidente do diretório estadual, rebateu: “Com todo o respeito que você sabe que tenho por você e que tive e tenho pelo senador Jayme, um partido decidir apoiar outro é algo político”, respondeu ao seu ex-líder na Assembleia.

Antes da convenção, em entrevista ao Só Notícias, Dilmar disse que “sou partidário. Vou votar com meu partido, que tem proposta de candidatura ao governo. O Jayme colocou nome e defendo a candidatura proposta pelo partido que é do senador Jayme concorrer”, disse, há pouco, ao Só Notícias, o deputado Dilmar Dal Bosco. “Não é ser contra o Pivetta. O partido colocou um nome, sou partidário e vou votar no partido”, justificou.

Logo na abertura da convenção o deputado Júlio Campos questionou a cédula de votação – que consta opções de candidatura própria ou coligação com Republicanos expondo que o Republicanos não protocolou pedido de coligação e pediu a exclusão da cédula da proposta de coligação. A solicitação foi negada sob argumento que as duas opções na cédula haviam sido definidas entre os dois grupos.

Pelo estatuto, tendo número regimental de três quintos dos 51 convencionais inicia a votação para decisão sobre a disputa ao governo. A votação será secreta. A convenção tem que durar cinco horas e o resultado sai às 17h.

Após a aprovação da candidatura a senador, Mauro afirmou que pretende levar ao Senado a experiência adquirida enquanto prefeito de Cuiabá e governador por dois mandatos, defendendo os interesses dos mato-grossenses e dos brasileiros em Brasília.

O ex-governador, presidente do União, anunciou, ao deixar o governo, em março, que o acordo firmado é para o União apoiar Pivetta (Republicanos) ao governo do Estado. Ontem à noite, ele reuniu aliados, na última tentativa de achar uma saída para composição de última hora mas não houve acordo. Uma opção seria deixar o partido livre para apoiar Jayme ou Pivetta, cada filiado apoiaria quem quisesse. Mas Mauro não teria aceitado. Foi proposto para Jayme concorrer à reeleição ao Senado mas não topou.

Em instantes mais detalhes.

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