Política

Tribunal de Justiça nega liminar e Assembleia continua impedida de votar prisão de Mauro Savi

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Juvenal Pereira da Silva, acaba de negar a liminar protocolada pela Procuradoria da Assembleia Legislativa, que visava garantir que os deputados estaduais votassem a derrubada ou manutenção da prisão preventiva do deputado estadual Mauro Savi (DEM), preso desde a última quarta-feira, durante a segunda fase da Operação Bereré, denominda Bônus.

O magistrado refutou as alegações do procurador Legislativo Grhegory Maia, que questionava a decisão do desembargador José Zuquim Nogueira que impede que o Legislativo possa analisar a prisão imposta contra Savi. Para Grhegory Maia, a votação está suspensa "para colher, em assentada posterior, os votos dos ministros Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski".

Diante da divergência jurídica, Zuquim atendeu um novo pedido do Ministério Público Estadual e notificou o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Fausto de Freitas, e o diretor do Centro de Custódia da Capital, Ewerton Gonçalves, para que não atendam nenhum pedido de soltura do deputado estadual.

Mauro Savi (DEM), vindo do poder legislativo, sob risco de prisão de ambos, já que segundo o desembargador, estariam cometendo crimes de obstrução de justiça, desobediência e ato de improbidade administrativa. A notificação à Sejudh e ao centro de custódia também foi comunicada ao presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM).

Botelho já comunicou que não irá conduzir nenhuma votação ou decisão sobre o assunto, já que também é  investigado na Bereré sob a acusação de ser membro do núcleo de liderança do esquema de cobrança de propina dentro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e chegou a ser alvo de busca e apreensão na primeira fase da operação e chegou a ter um pedido de afastamento da presidência da Assembleia. Porém, Zuquim negou o pedido.

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa desviou mais de R$ 30 milhões do Detran para pagamento de propina a políticos, agentes públicos e empresários. Mauro Savi, por sua vez, é acusado de também ser um dos líderes do esquema. Segundo um dos depoimentos que embasam o caso, o deputado chegou a cobrar R$ 1 milhão da EIG Mercados para por fim à cobrança de propina.

(Atualizada às 14h39)