Política

TCE vistoria e aponta improcedência de denúncia quanto a armazenamento de equipamentos em Cuiabá

Auditores do Tribunal de Contas de Mato Grosso vistoriaram, nesta quinta-feira, os equipamentos de saúde armazenados pelo governo do Estado no Ginásio Aecim Tocantins para abastecer as unidades hospitalares da rede estadual. A vistoria foi realizada pela Comissão Especial de Fiscalização, criada na Força-Tarefa do TCE-MT para o enfrentamento ao novo coronavírus.

A motivação da vistoria foram os vídeos que circularam nas redes sociais nesta semana, dando conta de que o Governo do Estado estaria estocando e “escondendo” respiradores e outros equipamentos para o tratamento de pacientes com a Covid-19 e montar um hospital de campanha.

“A partir dos vídeos que circularam nas redes sociais, foi realizada a inspeção in loco pelos membros da Comissão de Fiscalização para analisar as instalações e condições de armazenamento dos materiais e equipamentos. Foi identificado que a estrutura do local é adequada para o armazenamento, os materiais estavam bem organizados, empilhados e acondicionados de forma adequada. Não existiam medicamentos ou produtos sensíveis no local”, explicou o secretário de Controle Externo (Secex) de Contratações Públicas do TCE, auditor público externo Saulo Pereira de Miranda e Silva.

Entre os equipamentos armazenados no Ginásio Aecim Tocantins, estavam macas, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e outros equipamentos que compõem os leitos de UTI, e que estão sendo encaminhados às unidades hospitalares do Estado. Não foram encontrados respiradores, monitores ou medicamentos.

A vistoria foi acompanhada pelo secretário de Estado de Saúde (antes dele receber diagnóstico positivo de Covid e entrar em isolamento) e a equipe técnica. A comissão de fiscalização do TCE coletou informações e realiza na próxima semana, outras duas vistorias, onde foi informado pela secretaria que os locais também estão servindo para armazenar equipamentos e materiais e o foco era investigar a procedência das acusações oferecidas por meio das redes sociais, o que não se verificou.

Só Notícias (foto: assessoria)