PUBLICIDADE

Tabela do frete do governo aumenta custos, trava contratos e pode impactar obras em MT, alerta federação

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O tabelamento do piso mínimo do frete voltou ao centro do debate no setor produtivo e foi alvo de críticas durante reunião do Conselho Temático de Infraestrutura e Logística (Coinfra) da Federação das Indústrias de Mato Grosso. O encontro reuniu representantes da indústria, especialistas e entidades nacionais.

A avaliação é de que a medida tem provocado aumento expressivo nos custos logísticos, insegurança jurídica e efeitos diretos sobre contratos, investimentos e obras públicas. O presidente do conselho temático e diretor da Fiemt, Alexandre Schutze, destacou que o Brasil tem predominância do modelo rodoviário, o que dá contornos ainda mais sérios ao assunto e que as empresas vivem um clima de insegurança e preocupação com o cenário atual. “Uma transportadora vive sob o clima de ser multada, não sei se vocês perceberam, os valores vão até R$ 10 milhões”, alertou e também apontou os impactos em contratos já firmados, provocando insegurança jurídica.

Schutze ponderou que é preciso diálogo entre as partes. “Nós temos que escutar todos os lados. Nós aqui representamos a indústria, mas tem o motorista, tem a transportadora. A gente vai ter que ter esse diálogo para ter uma ideia do que a gente vai propor que traga solução para essa questão”, completou o empresário do ramo da construção pesada.

O impacto da medida do governo federal, conforme pontuado pelo vice-presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, vai além do setor produtivo e atinge diretamente o poder público. Isso porque parte significativa do custo de uma obra é a logística, com o transporte de insumos até o local da obra. “Só no setor de obras, o transporte representa cerca de 40% do custo. Se houver um reajuste de 6% ou 7% sobre isso, o impacto para o erário é muito grande”, disse. Oliveira ainda citou um dado concreto de sua empresa, onde o valor do frete por tonelada saltou de R$ 25 para R$ 40 com o tabelamento.

Já o superintendente de Infraestrutura da CNI, Wagner Cardoso, reforçou as críticas à metodologia da tabela. Cardoso destacou a dificuldade de padronizar preços em um país continental como o Brasil, que transporta mais de 8 mil tipos de cargas. Para ele, o tabelamento é inviável e gera distorções. “Essa tabela de frete nunca vai funcionar porque são mais de 8 mil tipos diferentes de cargas. Não tem como colocar isso numa tabela, com volumes e realidades tão diferentes. São muitas particularidades e não cabem dentro de uma única metodologia”, afirmou Cardoso.

Já a gerente de Desenvolvimento Industrial da Fiemt, Vanessa Gasch, destacou que houve um aumento de até 6% no custo do frete entre janeiro e março. Porém, no comparativo com janeiro de 2020, quando foi publicada a resolução 5.867, da ANTT, o aumento é muito maior e pode pressionar a inflação.

“A gente teve um aumento na casa dos 80% para todos os setores. Já vínhamos de um reajuste significativo, e aí tivemos mais um reajuste agora em março de 6%. Isso vai impactar nos custos da indústria e isso vai ser repassado, é mais uma pressão inflacionária sobre os preços dos produtos”, disse Gasch, através da assessoria.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Nova frota de ônibus começa a operar com mais rotas em bairros de Sinop; confira

A nova frota do transporte público coletivo do município,...

Aprovada mudança no critério de renda para famílias de baixa renda conseguirem casas em MT

A Assembleia Legislativa aprovou, em sessão ordinária, mudanças no projeto...
PUBLICIDADE