
Inicialmente, os técnicos do TCE identificaram 69 irregularidades. O MPC pediu que a corte condenasse o ex-secretário municipal de Obras, Alberto Protáceo Silva, a devolver R$ 1 milhão e o prefeito Juarez Costa (PMDB), R$ 687 mil, por "despesas ilegítima com pagamento de combustíveis", o que acabou não sendo acatado. A defesa alegou que as denúncias eram frutos do "tratamento ostensivo do controle interno do assunto e pela perseguição política”. Apontou ter sido aberto um procedimento próprio para servidores efetivos apurarem, destacando que não foi levado em consideração o consumo feito só na sede da secretaria (onde há um tanque de depósito) e o abastecimento feito em postos de combustíveis, além de outros abastecimentos feitos por outras pastas, como Educação, Esporte e Lazer. Acrescentou que todas as notas fiscais estão atestadas.
O conselheiro e relator do processo, Domingos Neto, manteve 53 irregularidades de natureza grave nas contas da prefeitura, sendo a maioria na gestão de obras. "Porém estão sanadas algumas itens das mesmas. A única irregularidade mais grave (na área de engenharia) é objeto de análise nas contas de governo”, apontou na época da votação, em meados de dezembro passado.
Números enviados pela própria administração ao Tribunal de Contas apontam que a receita no exercício de 2012 atingiu pouco mais de R$ 195,6 milhões. A maior fatia é proveniente das transferências intergovernamentais que chegaram a R$ 128,9 milhões.


