
Apesar da perda dos medicamentos e o prejuízo aos cofres públicos que passam dos R$ 10 mil, o atual responsável pelo departamento de compras admitiu que alguns medicamentos que perderam a validade antes de serem utilizados, foram novamente comprados. “Não posso garantir com certeza, mas esses medicamentos, acredito, que foram comprados”, respondeu ao questionamento feito pelo vereador Wollgran de Lima, que elencou alguns remédios como o sulfametoxazol (usado para tratar infecções bacterianas) e que foram perdidos.
Uma das alegações do próprio secretário Francisco Speciam Júnior pela não utilização do sulfametoxazol, é que o medicamento não é mais receitado pelos médicos e por isso não foi utilizado. “Ora, se esse medicamento está na lista do Remume (relação municipal de medicamentos) e do Ministério da Saúde ele não está em desuso, como disse o secretário, então por que deixaram vencer? E por que compraram mais”, questionou Wollgran.
O coordenador de compras confirmou a informação dada por outros servidores que já foram ouvidos de que é natural a perda de até 10% de alguns medicamentos, mas “não é aceitável que vire rotina”. Ele assegurou que atual gestão tomou medidas, como a contratação de uma farmacêutica para cuidar do almoxarifado, para que as compras sejam feitas com planejamento e evitar novas perdas. João Ricardo respondeu a várias outras perguntas dos parlamentares.
A oitiva também foi acompanhada pelos vereadores Mauro Garcia, Júlio Dias, Negão do Semáforo, Jonas Henrique de Lima, e Carlão da Asa. Segundo o presidente da comissão, Carlão Coca Cola, o próximo passo da CPI agora é ouvir controladora interna, Luciana Zanette. A oitiva, segundo ele, deve acontecer na próxima sexta-feira (31), na Câmara. “Desde o início da comissão ficou acertado que faremos um relatório conclusivo tudo será repassado aos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Essa é nossa obrigação constitucional”, disse o relator da comissão Fernando Assunção, sobre os trabalhos da CPI.


