
O vereador Wollgran de Lima teve acesso ao relatório dos gastos. Ele informou, ao Só Notícias, que somente com imóveis para abrigar unidades da Secretaria de Saúde, são gastos R$ 1,3 milhão, suficientes, segundo o parlamentar, para a construção de pelo menos duas unidades de saúde por ano. “Deve ser destacado ainda que em face do volume destinada a locação de imóveis, o município não possui mais que 58% de cobertura nas unidades básicas de saúde para a nossa população”, criticou.
Um exemplo é o atual Centro de Reabilitação instalado em imóvel locado pelo município, que custa anualmente, R$ 312 mil aos cofres municipais, cerca de R$ 26 mil por mês. “Está situado em área nobre, quando poderia estar em outro local menos oneroso e com melhor acesso aos necessitados desse atendimento”, pondera Wollgran.
O relatório aponta ainda que imóveis locados unicamente para o armazenamento de medicamentos e coleta laboratorial custam R$ 393 mil por ano ao município. “É impossível entender a finalidade dessas locações, sendo que é de conhecimento público que há uma falta premente de medicamentos básicos para os pacientes, inclusive de material de uso como potinhos de coleta de exames, filmes para aparelho de raio-x, entre outros”, conclui o vereador.
A prefeitura não informou se tem planejamento para construir imóveis para reduzir os custos com locação.


