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Sinop: Gargantini diz que é ‘palhaçada’ prefeitura locar maquinários por R$ 12 milhões; Juventino cobra agilidade para frota própria

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Só Notícias/Wellinton Cunha (fotos: reprodução)

Vereadores criticaram a prefeitura, na última sessão da câmara, por decidir locar maquinários para a secretaria de Obras. Rodrigo Gargantini (Novo) criticou a medida e defendeu que ocorram investimentos para compra de maquinários próprios. Há poucos dias, a prefeitura definiu pregão eletrônico para contratar empresa especializada na locação de motoniveladora, escavadeira hidráulica, caminhão basculante, rolo compactador, trator de esteiras, pá carregadeira e retroescavadeira para fazer obras. “A prefeitura precisa olhar para a secretaria de Obras com maior investimento, com olhar mais preciso e parar de palhaçada de ficar licitando serviços de obras como R$ 12 milhões destinados para terceirização de serviços”, afirmou.

O parlamentar utilizou como exemplo a locação de retroescavadeira e comparou uma máquina nova e equipada custaria entre R$ 600 mil e R$ 700 mil, enquanto a contratação por 1,5 mil horas, considerando o valor de R$ 400 por hora citado pelo vereador, alcançaria R$ 600 mil. “Será que o povo de Sinop é palhaço? Será que não compensa adquirir uma máquina dessas?”, questionou, em pronunciamento na tribuna.

A contratação prevê, além dos maquinários, também cessão de operadores, combustível, manutenção, seguros, transporte e demais insumos necessários à operação.

O vereador Juventino Silva (MDB) pediu que a prefeitura aporte mais recursos na secretaria de Obras. “Não podemos ter uma secretaria enfraquecida com equipamentos velhos. Precisamos de, no mínimo, 30 caçambas, 200 homens para fazer a limpeza de Sinop. Precisamos dar condições para essa secretaria”, cobrou, ao exemplificar o trabalho da operação Cidade Limpa feita em 18 bairros enquanto a demanda abrange aproximadamente 250 bairros.

O parlamentar relatou que conversou com o prefeito Roberto Dorner (PL), semana passada, para investir em nova frota. “Qual a modalidade que vai ser feita? Como vai ser feito? Precisa achar essa opção. O que não se pode é ficar em uma zona de conforto e aceitar com passividade o que ali está”, criticou, e cobrou agilidade. “Se vai ser financiamento, se vai ser empréstimo, se vai ter recursos federais, precisamos ter ações fortes. O pessoal que lá está tem vontade de trabalhar, estão tirando leite de pedra”, disse.

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