Política

Sindusmad quer que novo secretário da Sema tenha perfil político

O presidente Sindusmad -Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso-, José Eduardo Pinto, defendeu, esta tarde, que o futuro secretário estadual de Meio Ambiente, tenha perfil político “com bom trânsito junto ao governo, Assembleia Legislativa, Ministério Público e, principalmente, bom conhecimento das carências do setor produtivo”. O dirigente do principal sindicato do setor madeireiro disse que a entidade não vai sugerir nomes porque não é seu papel.

“Mas o próximo secretário tem que ter uma equipe boa, com autonomia para despachar as questões técnicas. A secretaria anda muito carente de recursos orçamentários e o novo secretário tem que ser bem relacionado com objetivo de ter orçamento maior para fortalecer as ações. Se tiver secretários adjuntos técnicos, capacitados, o trabalho deve fluir bem”, disse Eduardo, em entrevista ao Só Notícias.

Ele lembrou que, quando Vicente Falcão foi nomeado para secretaria adjunta na Sema, o setor madeireiro foi consultado sobre a indicação e manifestou apoio.

Uma das principais reclamações do setor madeireiro é a demora da Sema em as LAUs (Licenças Ambientais) das áreas para serem feitos os planos de manejo – essenciais para que as madeireiras possam extrair árvores próprias para serem industrializadas. “Nossa demanda mínima gera em torno de 300 projetos/ano. Até 30 de junho, havia sido aprovados 87 projetos, sendo que estes 300 projetos que o setor consome por ano precisariam ter sido aprovados no período de seca”, emendou. “Foi pedido mutirão para analisar os projetos, estamos na 3ª semana, começou a andar mas o ritmo ainda não está satisfatório”, concluiu.

Conforme Só Notícias já informou, o coronel Alexander Maia, definiu, domingo à noite, em reunião com o governador Silval Barbosa, sua saída do governo. O anúncio oficial foi feito ontem à tarde. Desgastado devido suspeitas de irregularidades em concessões de autorizações para Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), que originou CPI na Assembleia e greve dos servidores, ele decidiu entregar o cargo.