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Silverio debate crise com juízes e defende 11% de "perda vencimental"

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O presidente do Tribunal de Justiça, José Silverio, reuniu-se ontem, no tribunal, com magistrados de primeiro grau, que estão em Cuiabá para participar das aulas do MBA em Gestão do Poder Judiciário, promovido pela Escola Superior da Magistratura do Estado (Esmagis-MT). Silverio abordou as medidas de sua gestão para reduzir os desgastes causados com a punição do Conselho Nacional de Justiça que puniu com aposentadorias 3 desembargadores e 7 juízes acusados de receber créditos ilegais do tribunal. Ele discorreu sobre os problemas recentes que passaram a afetar negativamente a imagem institucional, e reiterou a confiança e orgulho pela atuação dos juízes que investiram e investem em sua produtividade, em oferecer à sociedade uma prestação jurisdicional célere e efetiva.

O presidente parabenizou a todos pela recente conquista consignada pelo Conselho Nacional de Justiça que reconheceu o Judiciário Mato-Grossense como o quinto entre os 91 tribunais do país a alcançar o cumprimento das metas do ano de 2009. "O diploma de mérito que o Judiciário recebeu foi graças ao trabalho de vocês. Isso é uma honra para todos nós e não podemos abaixar a cabeça. Devemos seguir em frente. Temos muito o que fazer", consignou o desembargador José Silvério.

Entre os assuntos abordados no encontro figurou o reconhecimento do direito dos magistrados ao recebimento do percentual de 11,98% correspondentes à perda vencimental advinda da conversão da moeda (URV), contido na minuta de resolução aprovada ontem (15 de abril) pelo Tribunal Pleno, a qual dispõe sobre critérios objetivos para a quitação regular e igualitária dos créditos devidos a magistrados e servidores, incluindo ativos, inativos e pensionistas.

Ao final da reunião, o juiz Gabriel da Silveira Matos, da Comarca de Nova Mutum, disse se sentir honrado em ter a oportunidade de se sentar com seus colegas e discutir assuntos relacionados ao seu trabalho e à instituição com o presidente do Tribunal de Justiça. "Já estou há cinco anos no Judiciário e não tive essa oportunidade", exclamou o magistrado, registrando que a forma democrática, franca e aberta da apresentação do presidente do TJMT muito agrada a magistratura.

 

 

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