O governador Silval Barbosa criticou, hoje, alguns pontos do Código Florestal e defendeu que sejam feitas alterações. Algumas mudanças estão sendo analisadas no Senado. Silval disse que o Código Florestal tem que levar em conta a realidade de cada Estado. "A legislação não pode ser olhada apenas da realidade de São Paulo, como alguns segmentos deseja". Para Silval, não se pode, por exemplo, proibir que um município como Sinop, que já está consolidado há mais de décadas, de plantar cana de açúcar, assim como também proibir outros, como Lucas do Rio Verde, de implantar indústria de beneficiamento da cana de açúcar", criticou. Lucas está entre os maiores produtores de milho no país, além de soja, e entre os principais exportadores de Mato Grosso. Embora em escala menor, Sinop também cultiva soja, arroz, milho e algodão.
As declarações do governador foram durante o Congresso Internacional de Direito Constitucional – A Constituição e o Meio Ambiente, em Cuiabá, com a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, como um dos palestrantes. Silval afirmou também que Mato Grosso já avançou bastante com aprovação do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE), que será apresentado no próximo dia 30 (terça-feira) à Comissão Nacional de Zoneamento e Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e ministério do Meio Ambiente, conforme Silval Barbosa que acredita que ao adequar a legislação, apaziguando os conflitos de competência, deixa claro para a sociedade o que pode ser feito e será respeitado, "dentro de uma legislação pacificada o Estado vai avançar mais".
Um dos temas a ser abordado é o Código Florestal e o desenvolvimento sustentável. Como palestrantes que vão falar do tema, nos seus diversos pontos de vista, os parlamentares, Kátia Abreu, senadora de Tocantins; Jorge Viana, senador do Acre, e Aldo Rebelo, deputado federal e relator do Código Florestal.


