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Senador mato-grossense aponta que possível mudança na presidência representará regressão da crise econômica

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O senador e vice-líder do governo, José Medeiros (PSD) disse, em entrevista, ao Só Notícias, que existe uma expectativa muito grande da economia e do mercado internacional diante do resultado do julgamento da chapa Dilma-Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.  De acordo com o parlamentar, se o presidente Michel Temer (PMDB) perder o mantado ocorrerá um atraso nas reformas e uma inevitável regressão da crise econômica e política no país.

“Existe uma expectativa muito grande da economia e do mercado que o presidente [Michel Temer] possa terminar essa mandato pelo potencial que tem demonstrado para fazer as reformas necessárias. Além disso, para manter a estabilidade da economia. Caso ocorra essa manutenção do mandato é que o mercado se mantenha positivo. Se houver um decisão diferente, volta o clima de incerteza, insegurança jurídica e política. Com isso, o mercado ‘freia’ os investimentos. Com isso, a economia que esta na sua pior crise ficará ainda pior”, avaliou Medeiros.

Segundo o parlamentar, o país não suportará uma nova troca de presidente em menos de dois anos. “O que defendemos é que o presidente [Michel Temer] caso seja condenado, possa responder por alguma ação jurídica, após o termino do mandato [em 2018]. Já estamos muito próximo para que isso ocorra e assim evita uma eleição indireta. O Brasil não suporta troca de presidente todos os anos. A economia não suporta todos esses abalos políticos. Isso representa uma regressão econômica. Não temos dúvida que ocorrerá um caos total”.

O julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou em abril, mas foi suspenso para que as defesas e a acusação pudessem se manifestar e mais provas fossem reunidas no processo. O julgamento da ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014, foi retomada na última segunda-feira (5).

Após o resultado das eleições de 2014, o PSDB entrou com a ação e o TSE começou a julgar suspeitas de irregularidade nos repasses a gráficas que prestaram serviços para a campanha eleitoral de Dilma e Temer. Recentemente, Herman Benjamin decidiu incluir no processo o depoimento dos delatores ligados à empreiteira Odebrecht investigados na Operação Lava Jato. Os delatores relataram que fizeram repasses ilegais para a campanha presidencial.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff e do entao vice, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas e por unanimidade no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação. Segundo entendimento do tribunal, a prestação contábil da presidenta e do vice-presidente é julgada em conjunto.

A campanha de Dilma nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. A defesa do presidente Michel Temer sustenta que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos. De acordo com os advogados, não se tem conhecimento de qualquer irregularidade no pagamento dos serviços.

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