Os cinco candidatos ao governo de Mato Grosso declararam à Justiça Eleitoral possuir juntos patrimônio de pouco mais de R$ 4,5 milhões. É o que apontam as declarações de bens, divulgadas hoje, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Com vários eventos marcados, eles iniciaram a corrida para conquistar a maioria dos 2,2 milhões de eleitores mato-grossenses.
O senador Pedro Taques (PDT), o deputado estadual José Riva (PSD), o ex-vereador Lúdio Cabral (PT), o jornalista José Marcondes Muvuca (PHS) e o advogado José Roberto (PSOL) já estão com os registros de candidaturas solicitados junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Dos cinco candidatos para o cargo de governador, Riva é o que apresenta maior patrimônio, com o valor de R$ 1,9 milhão. Em segundo lugar está o candidato Pedro Taques com uma declaração de bens de R$ 1 milhão. Na declaração de bens do candidato Lúdio Cabral, está a quantia de R$ 233,2 mil em patrimônios. O candidato Muvuca apresentou uma declaração de R$ 150 mil em bens. José Roberto declarou R$ 66 mil.
Já para o limite de gastos para as campanhas, os cinco candidatos ao governo fizeram previsão de gastar juntos até 120,9 milhões. Riva registrou o maior teto de gastos para a disputa, R$ 35 milhões. Os segundo e terceiro maiores orçamentos para a corrida pelo Palácio Paiaguás são, respectivamente, do senador pedetista Pedro Taques, que registrou teto de R$ 34 milhões, logo atrás, o petista Lúdio Cabral com R$ 30 milhões. O jornalista Muvuca, tem o limite de gastos em R$ 17,9 milhões. Já o candidato pelo PSOL, José Roberto pretende gastar em sua campanha R$ 4 milhões.
Apesar de estimar altos valores para campanha, os candidatos não revelam a fonte destes recursos. Eles resumem a dizer que pretendem arrecadar dentro das regras impostas pela legislação eleitoral. O montante envolve apenas a disputa ao governo do Estado, abrangendo os candidatos a vice-governador. Mesmo estando na mesma composição, os gastos para os que disputam o Senado são prestados separadamente à Justiça Eleitoral.
A obrigação de informar o gasto total de campanha é prevista pela Justiça Eleitoral. Quem extrapolar esse valor está sujeito a multa de cinco até dez vezes o valor em excesso. Por isso, é comum que os comitês informem orçamentos acima do que realmente preveem gastar na corrida eleitoral.


