O deputado federal Carlos Bezerra, presidente do PMDB de Mato Grosso, e o secretário nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, teriam recebido dinheiro da JBS e que repassados através do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso na Lava Jato. A revelação é da revista Época que publicou algumas planilhas. Não é apontada a quantia repassada para Bezerra. Na planilha consta "JBS/SA eleição 2014 Carlos Gomes Bezerra, deputado federal".
O nome de Geller aparece em uma outra lista, que teria recebido R$ 250 mil, em 31 de outubro de 2014. Os repasses teriam ocorrido quando Neri Geller (ex-ministro da Agricultura no governo Dilma) estava no PMDB. A Época informa que o dinheiro foi entregue por um emissário da JBS, no gabinete do ministro, em Brasília.
Na planilha divulgada pela revista Época também aparece o nome do senador Wellington Fagundes (PR). Entre parênteses está o nome Neri Geller. O repasse seria de R$ 300 mil e teria sido feito em 5 de setembro de 2014 (época que Wellington era deputado e concorria ao Senado). Logo abaixo há outro lançamento com nome de Neri e do deputado Manoel Junior, no valor de R$ 50 mil
Outro lado
Para a revista Época, Neri Geller, afirmou ter recebido com “surpresa e indignação” a notícia de que seu nome aparece na delação da JBS.
Em nota encaminhada ao Só Notícias, o senador Wellington Fagundes declara que as doações de campanha feitas pela JBS e entregues a direção nacional do Partido da Republica foram devidamente contabilizadas e registradas na Justiça Eleitoral de Mato Grosso, bem como aprovadas sem restrições. Lembra que todos esses dados se encontram disponibilizados no site da Justiça Eleitoral – que podem ser acessados de forma transparente por qualquer cidadão.
Carlos Bezerra ainda não se manifestou sobre o assunto.
(Atualizadas às 13h40)
Planilhas da JBS mostradas pela Época citando Geller, Wellington e Bezerra




