A possibilidade de emancipação do Campus em Sinop da da Universidade Federal de Mato Grosso foi tema de uma reunião interna ampliada com professores, técnicos administrativos e alunos para apresentar dados e reflexões sobre os impactos da transformação em universidade. O encontro ocorreu ontem, no auditório da Adufmat. O pró-reitor Elton Brito Ribeiro apresentou informações sobre o andamento do processo, em Brasília.
Segundo ele, há quatro projetos que tratam da criação da Universidade Federal de Sinop, sendo dois em tramitação no Senado e dois na Câmara dos Deputados.
Na sequência, o gerente de Administração e Planejamento, Rafael Custódio, expôs a experiência de instituições que passaram pelo mesmo processo, como a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), emancipada da UFMT em 2018. Custódio destacou a evolução orçamentária e estrutural dessas universidades, apontando avanços conquistados, mas também os desafios adicionais que surgiram com a autonomia administrativa.
A assessora da reitoria, professora Sônia Vivian, apresentou uma reflexão crítica sobre o tema, baseada em indicadores de ensino, pesquisa e extensão do campus. Ela questionou se o atual número de cursos, programas e formandos seria suficiente para sustentar uma universidade emancipada, ressaltando ainda preocupações com a distribuição de orçamento, a manutenção de programas de permanência estudantil e as obras paradas há mais de uma década. “Mais do que uma mudança administrativa, está em jogo a definição de qual universidade queremos ser no futuro”.
No debate, os presentes manifestaram dúvidas, ponderações e ressalvas quanto à emancipação, levantando preocupações sobre financiamento, capacidade de gestão e riscos de fragmentação institucional em um cenário de restrição de recursos.
Conforme Só Notícias já informou, a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Marluce Souza e Silva, em entrevista na sede de Só Notícias, avaliou que a UFMT Sinop se ‘enfraqueceria’ com possível emancipação.
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