O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, fez pronunciamento, em rede social, e negou que é o centro da investigação do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (NACO), do Ministério Público, que fez a Operação Gomorra, apurando supostas fraudes em licitações e contratos firmados pela prefeitura. “Desde o primeiro momento, determinei total abertura e colaboração com as investigações. Todos os documentos, dados e informações solicitados já foram disponibilizados aos órgãos competentes, de forma responsável e transparente”, declarou.
“É importante esclarecer que não corresponde ao conteúdo dos autos a afirmação de que o prefeito seria o ‘ponto central’ das denúncias. O documento faz referência ao prefeito como chefe do Poder Executivo e gestor maior da administração municipal, posição que naturalmente o coloca no centro da estrutura administrativa do município”, rebateu. “Defendemos que todas as apurações ocorram com responsabilidade, equilíbrio e respeito aos fatos, sem prejulgamentos e sem comprometer a verdade”, acrescentou.
Na prefeitura houve busca e apreensão. Contra o prefeito, foi cumprido mandado de busca e apreensão e o secretário de Obras, Rubens Anunciação Júnior, também investigado, foi afastado por determinação judicial e policiais cumpriram ordem de busca e apreensão em seu imóvel. Outros 3 servidores foram afastados, tiveram quebra dos sigilos telemáticos e fiscais e a indisponibilidade de bens. Em Cuiabá os mandados foram cumpridos em residências e empresas.
O Ministério Público informou, anteriormente, que as as medidas buscam aprofundar as investigações, reunir provas e esclarecer a possível participação de agentes públicos e particulares em irregularidades envolvendo procedimentos licitatórios e contratos administrativos.


