O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse, nesta seta-feira, que concorda com a medida do governo dos Estados que, há poucos dias, classificou as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. “Como combater o crime organizado pode prejudicar economicamente o país? Qual é a economia que vai ser prejudicada? Se você está combatendo facção criminosa, como isso vai prejudicar a economia do país?”, questionou o prefeito, em entrevista coletiva.
O gestor argumentou que as organizações criminosas exercem controle territorial, impõem regras à população e promovem intimidação em comunidades, características que, em sua avaliação, justificam a classificação como grupos terroristas. “Eles cobram taxas para que um mercadinho possa funcionar, para que uma costureira possa trabalhar. Dominam territórios, dão salves, têm tribunal paralelo. Tem todas as características de uma organização terrorista. O que é terrorista? É aquele que pratica terror”, declarou.
“Você vai desistir de combater a criminalidade porque ela se reorganiza? Vai parar de prender um traficante porque vai surgir outro? Não. Tem que continuar combatendo e buscar a origem do problema”.
O prefeito questionou a oposição, que classificou a atitude como afronta à soberania brasileira e demonstrou preocupação com os reflexos econômicos que podem surgir com a decisão norte-americana. “Estranho é alguém achar ruim combater a facção criminosa. Estranho é o Ministério da Justiça ou algum representante das Forças Armadas achar ruim combater o crime organizado”, declarou.
O governador Otaviano Pivetta também manifestou, durante a semana, apoio a decisão do governo americano.


