Política

Por causa de Lula, Medeiros não faz questão do palanque de Fagundes para Álvaro Dias

Apesar de o senador Wellington Fagundes (PR) ter garantido que os candidatos a presidente dos partidos que compõem a sua aliança na disputa pelo governo do Estado terão palanque assegurado em Mato Grosso, o senador José Medeiros (Podemos), disse que o seu presidenciável, Álvaro Dias (Podemos) pode descartar a cortesia do republicano. Isso porque, além de Álvaro, Fagundes abriu espaço para Geraldo Alckmin (PSDB) e para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso em Curitiba, e Medeiros é um maiores combatentes do PT e da esquerda no Senado.

Medeiros disse que já começou a trabalhar o nome de Álvaro Dias em Mato Grosso, que já o trouxe ao estado e que vai intensificar o trabalho, independentemente das coligações em que está inserido. “Não precisa subir no palanque do PR. Nós vamos fazer a campanha dele aqui e os outros que façam a campanha para lá. Não quero nem saber de Lula”, disparou.

O senador acredita que Álvaro Dias terá votação expressiva em Mato Grosso, que tem seu interior colonizado por sulistas identificados com as ideias do paranaense. Neste aspecto, Medeiros entende que um palanque multipartidário não tem tanta influência positiva.  “Eu penso que a candidatura do Álvaro e bem natural aqui em Mato Grosso pelo seguinte: primeiro que ele tem conterrâneo para valer aqui, que é um dos estados mais fortes [para Álvaro Dias] fora do sul. E o Álvaro tem uma robustez de discurso, é uma das pessoas que têm mais estofo para ser presidente da República, então eu não vejo dificuldade de trabalhar”, ponderou.

Conforme Só Notícias já informou, Medeiros abriu mão de concorrer ao Senado e vai disputar um vaga de deputado federal. Na semana retrasada ele teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por fraude na ata das eleições de 2010 e ontem o TRE diplomou o suplente Paulo Fiúza. Medeiros não teve a inelegibilidade decretada automaticamente, mas pode ter seu registro de candidatura negado pelo Tribunal.

Só Notícias/Marco Stamm