A Polícia Civil concluiu a investigação que apurava a suspeita de instalação de equipamento de escuta clandestina no gabinete da prefeita em Várzea Grande e, conforme o procedimento investigativo, conduzido pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, foi apurado que os aparelhos apreendidos se tratavam de campainhas sem fio de uso residencial.
O caso passou a ser investigado após indícios identificados durante procedimentos internos realizados na sede da administração municipal. Conforme laudo pericial, os dispositivos são destinados à transmissão pontual de sinais digitais de curto alcance, não possuindo componentes capazes de realizar captação de áudio, imagem ou dados ambientais, tampouco apresentando capacidade relevante de armazenamento de dados.
Com base nos dados técnicos, que concluíram que os aparelhos não apresentam características compatíveis com dispositivos de espionagem ou monitoramento de informações, o delegado da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, Ruy Guilherme Peral da Silva, finalizou as diligências. “Considerando que não há outras informações concretas acerca da suposta prática de atos clandestinos de captação ambiental no gabinete, as diligências foram encerradas”, declarou o delegado, por meio da assessoria.
Após o arquivamento do procedimento investigativo, os autos foram remetidos, com cópia, à Procuradoria Municipal de Várzea Grande.
O caso veio à tona no dia 20 de março deste ano, quando o comunicante, que é guarda municipal em Várzea Grande e exerce atividades no comando da Guarda Municipal, relatou que, durante vistoria realizada no gabinete da Prefeitura, foram encontrados supostos dispositivos de captação ambiental clandestina.
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