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Percival Muniz defende ‘novo perfil’ para governar Mato Grosso

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O presidente estadual do Partido Popular Socialista (PPS) e ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, acredita que um novo governador deve ser eleito pela população em 2018, deixando de lado o perfil de combate à corrupção de Pedro Taques (PSDB) e buscando alguém com perfil desenvolvimentista.

“Eu acho que as forças políticas precisam encontrar um novo projeto a partir do ano que vem. Acho que o governador Pedro Taques cumpriu um papel no momento daquele ano eleitoral. O momento político do Estado de Mato Grosso pede um projeto de desenvolvimento, um projeto de valorização das forças políticas, econômicas e sociais, vai exigir um novo cenário, um novo perfil para conduzir o Estado nos próximos quatro anos”, disse em entrevista à radio Capital FM, esta manhã.

Negando um cenário eleitoral, Percival criticou Pedro Taques dizendo que ele precisa completar o trabalho a que se propôs em sua campanha. “Eu vejo que a situação não tem cenário político ainda, eu acho que o governador Pedro Taques se propôs a fazer um governo para Mato Grosso ao estilo dele e vem fazendo. Eu acho que ele tem que completar a tarefa que ele se propôs, tem tido muitas dificuldades”.

Essa tarefa seria a de retirar a imagem de corrupção deixada pela gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). No entanto, durante a atual gestão de Taques, além das operações que apontaram corrupção do antigo governo, também houve esquemas descobertos na atual, como as operações Rêmora, que apura fraudes na Educação, esquema de grampos ilegais, entre outros.

“Naquele momento político, existia um discurso muito forte de combater a corrupção e frear o mau uso dos recursos públicos, punir autoridades, punir responsáveis. Era uma onda muito forte. O Estado não andava porque estava roubando muito. E hoje, a gente percebe que essa fase já passou, já se prendeu gente pra todo lado, já se mexeu pra todo canto e o desenvolvimento está paralisado. O que nós precisamos agora é focar o desenvolvimento do Estado, deixar que cada instituição cumpra a sua tarefa”.

O ex-prefeito de Rondonópolis entende que esta também é a percepção do eleitor mato-grossense, o que deve motivar a criação de uma nova força política em 2018. “Acho que vai ser construída uma nova postura, um novo arco de aliança, uma nova circunstância política porque eu sinto que a população quer mais do que o que já tem e o governo Pedro está cumprindo o papel a que ele se propôs, espero que ele cumpra com bastante dedicação até o final”.

Questionado se há tempo do governo se enquadrar no que ele entende como os novos anseios da população e garantir viabilidade para a reeleição de Taques, Percival Muniz diz que isso depende da orientação política. “Eu acho que tem tempo, eu não sei se a equipe montada, o perfil e a orientação dada se teria consciência de mudar o rumo, de mudar a linha. Eu acho que precisa ver se tem essa vontade. Tendo essa vontade, a população não troca governo por querer trocar”.

O presidente estadual do PPS aproveitou também para defender qual seria o perfil ideal de um novo governo. “Teria que ser um governo de muito mais parceria com os municípios, de muito mais somas com a sociedade, mais ouvinte do que falante. Nós temos que ter um perfil no Estado mais ou menos o que o Uruguai teve na presidência com o [Pepe] Mujica. É aquele perfil que a população está querendo, um Mujica de Mato Grosso, alguém que seja parceiro, humilde, simples e ao mesmo tempo parceiro dos cidadãos e cidadãs que estão construindo o estado”.

Diante de tantas críticas ao perfil de governo de Pedro Taques, Percival negou que isso signifique ir para a oposição, o que dependeria de uma mudança de postura do chefe de Estado. “Nós queremos ajudar a construir esse novo momento. Esse novo momento a gente percebe que está se exigindo uma postura e um posicionamento diferenciado do que vem até agora. Agora não precisa ser necessariamente oposição nem situação, pode ser até o mesmo governo, orientando de maneira diferente e criando uma nova postura em relação ao desenvolvimento do Estado. Mas se assim não for, poderá ser também outra alternativa”.

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