PUBLICIDADE

Partidos de MT promovem alterações tentando se fortalecer

PUBLICIDADE

Enfraquecido por conta do mau resultado obtido nas urnas, o grupo oposicionista PSDB, DEM, PTB, além do PPS, que não faz parte da aliança das três primeiras siglas, vão promover alterações, já a partir deste ano, nas executivas estaduais das legendas. A escolha do novo presidente do diretório estadual do PSDB ocorre em março com a disputa polarizada entre o ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão, e o deputado estadual Guilherme Maluf.

Um dos fundadores históricos da legenda, o nome do ex-secretário de saúde Luiz Soares corre por fora. Têm direito a voto todos os filiados com situação regular perante o partido que é o devido cadastramento e contribuição financeira. Serão renovados os cargos de presidente, vice-presidente, secretário geral, tesoureiro e outros.

Leitão, que chegou a ter confirmada a vitória para deputado federal – perdeu a vaga com a validade dos votos de Pedro Henry pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), antes barrado pela Lei da Ficha Limpa no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) -, prega a "refundação" do PSDB para a sigla se recuperar nas próximas eleições.

"Defendo que o diretório estadual inicie uma proposta de filiação nas diferentes regiões de Mato Grosso que identifique novas lideranças que possam ser opções nas eleições de 2012 e 2014. Não é por conta de uma nova derrota que devemos abandonar nosso projeto de fortalecimento com base nos ideais da social democracia".

Recordação – Antes maior legenda do Estado nos tempos áureos do ex-governador Dante de Oliveira, o PSDB atualmente administra quatro pequenos municípios que são Feliz Natal, Itiquira, Nova Monte Verde e Santa Cármem. O ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, que emergia como principal liderança do PSDB no Estado, é considerado uma figura política desgastada por conta da rejeição popular ao seu segundo mandato à frente do Palácio Alencastro. O ex-senador Antero Paes de Barros, que chegou a liderar a disputa pela segunda vaga ao Senado, acumulou a terceira derrota seguida numa eleição geral.

Na estratégia de reerguer-se perante o eleitorado, o PSDB tenta manter sua hegemonia em Cuiabá onde já acumula quatro vitórias seguidas na disputa pelo Palácio Alencastro. "Consideramos que é o primeiro passo para expandir nossa força ao interior e visar projetos mais fortes adiante", comenta a deputada federal Thelma de Oliveira, derrotada em seu projeto de reeleição.

Projetos – Em março, os democratas também darão o primeiro passo para visar novos projetos políticos com a escolha do novo presidente do diretório estadual. O deputado federal pelo Rio de Janeiro, Rodrigo Maia, desembarcou em Cuiabá recentemente ao lado do deputado federal pela Bahia Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, e o deputado federal Ronaldo Caiado (GO).

Em Mato Grosso, o nome mais viável é o deputado estadual e candidato derrotado a vice-governador, Dilceu Dal Bosco. Enfraquecido em sua representatividade desde 2008 com a derrota de Júlio Campos para prefeito de Várzea Grande, a estratégia é simbolizar políticos jovens em seu comando, a exemplo do que ocorreu no diretório nacional do DEM com Rodrigo Maia à frente nos últimos anos.

"Se for convocado para essa missão, vou avaliá-la com todo o respeito que o partido merece, mas não há nada definitivo", comenta Dal Bosco. Ele estará sem mandato a partir de fevereiro, um dos pontos que pesa a seu favor para administrar a legenda. Ao mesmo tempo, é bem visto pelo senador Jaime Campos e o deputado federal eleito Júlio Campos em aceitar o desafio de representar o DEM na inédita aliança com o PSDB em Mato Grosso disputando a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Wilson Santos.

Além disso, mostrou disposição em apoiar a candidatura do correligionário e irmão, Dilmar Dal Bosco, a deputado estadual, que veio a ser eleito.

Mantido – Por outro lado, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que compôs o arco de aliança com PSDB e DEM na eleição geral deve manter o prefeito de Cuiabá Chico Galindo à frente do diretório estadual. Único representante da legenda em um cargo expressivo no Estado, a ideia tem o aval do presidente do diretório nacional, ex-deputado federal Roberto Jefferson.

Indefinição – Legenda que enfrentou forte embate interno por conta do rumo a ser seguido na eleição geral, o PPS renova o diretório estadual no segundo semestre. A tendência é que o deputado estadual Percival Muniz continue a frente do partido. Dos mais de 20 mil filiados, é o único que mantém cargo eletivo expressivo. Logo depois, aparece o prefeito Marino Franz de Lucas do Rio Verde. O atual secretário geral da legenda, Elismar Bezerra, defende que a legenda faça uma reflexão dos projetos políticos futuros após o insucesso na eleição presidencial. O PPS intergrou o arco de aliança a favor de José Serra (PSDB) e apostou na candidatura do empresário Mauro Mendes (PSB) ao governo do Estado. "A centro-esquerda brasileira deve rever seus valores. É inegável que o presidente Lula desempenhou um trabalho melhor que seus antecessores, favorecendo a classe trabalhadora, e é nisto que devemos apostar. O avanço do capitalismo tem deixado muitos setores trabalhistas desestruturados e devemos buscar aproximação com estes setores.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Pedido de vista adia votação da PEC do fim da escala 6X1

Um pedido de vista do deputado Maurício Macron (PL-RS)...

Sinop: lei orçamentária prevista para ano que vem é de R$ 1,5 bilhão

A câmara de vereadores apreciou, esta noite, em segunda...
PUBLICIDADE