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Deputados em Mato Grosso divergem sobre intervenção dos EUA na Venezuela

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So Notícias/Gazeta Digital (foto: assessoria/arquivo)

A repercussão da prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e dos ataques em larga escala promovidos pelo governo norte-americano sob mando do presidente Donald Trump causou divisão de opiniões entre parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Políticos de diferentes espectros ideológicos comentam o tema que pautou o cenário mundial ontem. Enquanto uns defendem a soberania do país, outros celebram a intervenção estadunidense. 

Ao contrário dos deputados federais por Mato Grosso, em sua maioria bolsonaristas ou de centro, os poucos deputados estaduais mais alinhados a esquerda não abriram mão de se manifestar sobre o assunto. Valdir Barranco (PT) divulgou nota oficial do presidente Lula (PT) endossando o posicionamento, enquanto Lúdio Cabral (PT) emitiu comentário próprio onde avalia que “toda a América Latina está ameaçada”.

“Trump admitiu que invadiu a Venezuela para tomar o petróleo do país que tem a maior reserva petrolífera do mundo. O ataque à soberania de um país já seria condenável por si só, mas se torna ainda mais absurdo pelas motivações, e ameaça toda a América Latina”, escreveu.

“Não é por democracia e nem pra combater o narcotráfico ou terrorismo. Menos ainda pelo bem-estar do povo venezuelano, que vai sofrer ainda mais. É a história se repetindo e pelo mesmo motivo. Basta lembrar do que aconteceu no Iraque, na Lídia e na Síria”, complementa.

Moderada, a deputada Janaína Riva (MDB) emitiu nota relembrando que em Mato Grosso muitos imigrantes de origem venezuelana foram acolhidos ao migrar para o Brasil em busca de recomeço após “terem suas perspectivas de vida destruídas em seu país”.

“Hoje, mais de 80% da população venezuelana vive na extrema pobreza, com graves restrições a direitos básicos, em meio a uma profunda crise humanitária, política e econômica. Nesse contexto, decisões adotadas pelos EUA, buscam dar ao povo venezuelano a oportunidade de reestabelecer sua soberania e retomar o controle do próprio destino”, cita.

O prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) chegou a comentar a postagem da deputada. “Só lembrando que a ditadura na Venezuela tem participação direta do Brasil com o Lula. Todos que apoiam o PT no Brasil, todos que apoiam o Lula, também apoiam Maduro de forma direta ou indireta. Então o post deve vir acompanhado de #ForaLula!”, citou.

Já o deputado Gilberto Cattani (PL) celebrou a prisão do presidente venezuelano e afirmou que o fato é como “entrar em 2026 com o pé direito”.

“O primeiro filho do demoníaco Foro de São Paulo está capturado. Vai ser julgado. Lembra do Saddam Hussein? Mais ou menos nesse estilo, onde a justiça prevalece. E eu falo do Foro de São Paulo. Vocês lembram que eles falavam que era mentira? Mas o Foro de São Paulo tem vários tentáculos. E a cabeça é muito mais próxima de nós do que imaginamos. E para quem dizia que os Estados Unidos estavam inertes, que não ia conseguir fazer justiça para a Venezuela, a resposta chegou. Isso sim é entrar o ano com o pé direito. Que Deus abençoe a todos nós e tenha misericórdia do nosso país”, comentou em vídeo.

Faissal Calil, recém migrado para o PL de Jair Bolsonaro após saída do partido Cidadania, compartilhou notícia sobre a captura de Maduro. “Finalmente, o povo da Venezuela merece um governo digno e democrático”, escreveu.

Também de direita, Elizeu Nascimento, que recentemente oficializou sua saída do PL e se acomodou no Partido Novo, postou vídeo em que venezuelanos comemoram a prisão de Maduro e opinou “A liberdade não tem preço”. Os demais não se manifestaram a respeito.

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