Política

Pagot assume Casa Civil e articulação política do governo

A missão do secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Antônio Pagot, que assumiu a pasta na manhã desta sexta-feira é a de integrar as secretárias de Estado para que no ano e meio de Governo que resta intensificar mais as ações de cada órgão. Numa solenidade que contou com as presenças de políticos (compareceram 18 deputados estaduais além de um deputado federal), secretários de Estado, empresários e chefes dos Poderes Executivo e Legislativo, o governador Blairo Maggi agradeceu ao deputado Joaquim Sucena, que deixou o Governo e volta à Assembléia Legislativa, reconhecendo que aprendeu muito durante os 16 meses em que comandou a pasta.

“Com a chegada de Pagot à Casa Civil, pretendemos concentrar nele um pouco mais a questão política dentro do Governo. Não dizendo política partidária, mas política de governo, uma integração maior entre as secretárias”, disse Maggi. Pagot terá também a função de cobrar junto aos demais secretários as metas do governo que foram estabelecidas. Reconhecido pela capacidade de realizar as tarefas, Pagot será o articulador do governo. “Eu conheço a capacidade de Pagot, de quem sou amigo de infância. Ele pode ser duro em alguns momentos, mas também é flexível nos momentos em que deve ser”, afirmou o governador.

“Todas as secretarias podem contar com nosso trabalho. Estou me apresentando para o serviço e o bom combate”, disse Pagot, que entregou ao governador o livro intitulado “Mato Grosso – Um canteiro de Obras – 30 meses”, o qual contém as realizações do Governo tocadas pela Secretaria de Infra-Estrutura, que foi comandado por Pagot desde o início do Governo Blairo Maggi e que agora será comandada por Vilceu Marchetti.

Em seu discurso, Maggi disse que a experiência de Sucena exercitada tanto no parlamento estadual, como federal, foi importante na condução da pasta e na interlocução do Governo com outros Poderes e a sociedade. O governador reconheceu que aprendeu com Sucena a ter mais paciência, mais calma. “Aprendei que muitas vezes é preciso deixar esfriar a água, para depois tomar uma decisão”, afirmou. Como exemplo, Maggi disse que em algumas ocasiões, a troca de um servidor em algum cargo no interior do Estado pode ser um ato simples para o Governo. Mas, para a comunidade, é alguma coisa que pode ter várias repercussões por envolver questões políticas e, nesse momento, foi importante ter a orientação de alguém experiente como Sucena.

“Sucena sai do posto, mas não sai do Governo. Hoje ele é muito mais um amigo. Ele cumpriu com seus compromissos e o governador pode entender um pouco mais de política”. Em referência a Pagot, que sai da Sinfra para assumir a Casa Civil, Maggi destacou o papel desempenhado pela secretaria que concentrou as obras obtendo, assim, melhor preço e qualidade. Obras, muitas vezes, que foram deixados por antigos governos e que foram concluídas pela administração Blairo Maggi. “Nosso governo não vê essas questões partidárias e sim o interesse coletivo”, disse o governador.

Falando sobre as eleições do próximo ano, e respondendo as perguntas dos repórteres se é candidato à reeleição, Maggi disse que na campanha de 2002 ele aparecia como um político novo, que tinha uma proposta diferenciada de Governo. “Eu era a expectativa, por isso fui eleito. Agora, se eu for reeleito, será pelas realizações. Por isso é importante a prestação de contas das secretarias”, disse, se referindo ao livro lançado pela Sinfra com as obras por todo o Estado.

Maggi também agradeceu as parcerias e a harmonia com os demais órgãos e também com os poderes representados pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado Silval Barbosa, pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Jurandir de Lima e pelo presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Ubiratan Spinelli. “Sempre briguei pela independência. Vamos cumprir os nossos compromissos quando temos liberdade e autonomia para agir”, acrescentou.