
“Nossa avaliação que já vem sendo positiva nos últimos três anos vai receber um novo estimulo, pois as agências de risco levam em consideração a credibilidade das administração públicas no pagamento de suas contas”, disse o governador Silval Barbosa (PMDB) sinalizando que o total pago em 20 anos se refere a dividas de vários governantes e foram contraídas para investimentos de interesse de Mato Grosso.
O secretário-adjunto da Secretaria de Fazenda, o economista Vivaldo Lopes que assessorou a operação de contratação da reestruturação do resíduo da dívida 9496/1997, lembrou que referente a dívida 8727/1993 quitada pelo governo Silval Barbosa em dezembro passado, o então ministro da Fazenda do Governo Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, promoveu a unificação de diversas dividas com sua renegociação em 20 anos e mais um prazo residual de 10 anos se necessário, o que não aconteceu em relação a Mato Grosso que diante de sua saúde financeira preferiu pagar o total e ter uma sobra de até R$ 150 milhões/ano do que ampliar por mais dez anos o montante geral.
“A primeira renegociação em 1993 referente a 8727, levou em 1997 a reestruturação da 9494. Essa segunda já no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso que na primeira era ministro da Fazenda, e deu fôlego aos Estados e Municípios que se encontravam em dificuldades financeiras”, reconheceu Vivaldo Lopes lembrando que coube ao então governador da época, Jayme Campos a reestruturação em 1993. Já em 1997 o governador era Dante de Oliveira e o secretário de Fazenda, Valter Albano, hoje conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso.
“O próprio governador Silval Barbosa desde 2010 está quitando empréstimos feitos em gestões passadas e que se referem a pendências de Mato Grosso enquanto ente público, mas sem dúvida alguma, a quitação total deste empréstimo de R$ 5,8 bilhões vai somar pontos mais que positivos na reavaliação das Agências de Risco que atuam em Mato Grosso e que estão entre as mais importantes do Mundo, tanto é que avaliaram o Brasil para baixo e nosso Estado para cima”, lembrou Vivaldo Lopes.
O adjunto lembrou que as avaliações da agências de risco levam em consideração muitos quesitos, alguns com mais peso que outros e pontuou que não apenas a questão econômica é avaliada, mas se o Estado cumpre seus compromissos e paga suas dívidas. “Muitos avanços foram conquistados nos últimos meses e todos somaram positivamente”.


