Política

Ministro do STF prorroga prazo de investigação contra Blairo Maggi

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, concedeu a prorrogação do prazo para a conclusão da investigação aberta contra o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). O caso trata de repasses supostamente feitos pela construtora Odebrecht, que teriam ocorrido em 2006 e foram revelados no acordo firmado pela empreiteira e seus diretores com a Procuradoria Geral da República (PGR), no âmbito da Operação Lava Jato. Maggi nega todas as acusações. A dilação do prazo para a apuração foi pedida pela Polícia Federal em janeiro deste ano.

A apuração foi instaurada, por determinação de Fachin, relator de todos os casos decorrentes da Lava Jato, em março do ano passado, atendendo a um pedido da PGR. Em depoimentos prestados aos procuradores, dois ex-diretores da empresa alegaram terem repassado R$ 12 milhões para a campanha de Maggi à reeleição ao governo, em 2006.

A propina seria paga em troca da liberação de créditos que a Odebrecht tinha com Mato Grosso por conta de obras realizadas na década de 1990. Uma comissão especial foi montada com o objetivo de conseguir da União o repasse dos valores devidos pelo Estado e por Mato Grosso do Sul, para a empresa. Ao tomar conhecimento da investigação, Maggi negou ter recebido qualquer tipo de doação da empresa. Do mesmo modo, ressaltou que jamais teve relação com a empresa ou seus dirigentes e finalizou dizendo ter a consciência tranquila, nada tendo feito de errado.

De acordo com os mesmos dirigentes, os repasses teriam sido solicitados pelo ex-secretário de Estado, Eder Moraes, à época presidente da MT Fomento. Quando a investigação foi revelada, Eder negou as acusações. Destacou que jamais manteve qualquer tipo de relação com executivos da empreiteira e, do mesmo modo, não atuou em nenhum cargo na campanha do senador – licenciado, hoje ministro – naquele ano.