PUBLICIDADE

Mauro Carvalho deixa secretaria; “não participei do acordo e não me beneficiei”; “que se apure para provar minha inocência”

PUBLICIDADE
Só Notícias (foto: arquivo/assessoria - atualizada 17:16h)

Mauro Carvalho Junior deixou, hoje, a secretaria chefe da Casa Civil. A confirmação foi feita, há pouco. Adjaime Ramos de Souza, que era adjunto e está no governo desde 2019, assume a secretaria.

Mauro divulgou carta expondo os motivos da saída. “Não retornei ao serviço público por ambição nem por vaidade. Eu havia deixado a Casa Civil em julho/2023 para assumir o Senado Federal, e não tinha nenhuma intenção de voltar. Em dezembro de 2025, veio um novo convite do Otaviano Pivetta e Mauro Mendes, e no primeiro momento eu não aceitei. Levei algumas semanas para responder. Respondi sim, por gratidão e por lealdade a um grupo político do qual nunca me afastei, e assumi a Casa Civil em abril/2026. Saio hoje pela mesma razão pela qual entrei: lealdade. Deixo o cargo para me dedicar inteiramente a minha família, as minhas empresas e esclarecer estes fatos e provar a minha inocência. Entre dezembro de 2023 e abril de 2024 — período em que tramitou o processo da Oi — eu já não ocupava nenhum cargo público, nem federal nem estadual, de modo que não poderia influenciar em absolutamente nada a decisão de firmar ou não o acordo. Saio de pé e com a consciência tranquila”, manifestou.

“Registro, com serenidade, três fatos objetivos e verificáveis: Primeiro. O afastamento do meu cargo foi requerido pela autoridade policial e foi indeferido pelo Supremo Tribunal Federal que negou a medida, acolhendo a manifestação da Procuradoria-Geral da República no sentido de que não havia indício de uso do meu cargo para qualquer finalidade ilícita. Não saio, portanto, por determinação judicial. Saio por decisão tomada por mim em conjunto com a minha família e com o Governador do Estado. Segundo. Isto é uma investigação — e investigação não é condenação. Não fui denunciado, não estou sendo processado criminalmente e não fui condenado. A própria decisão diz com todas as letras, que não está afirmando a culpa de ninguém: ela apenas autoriza que os fatos sejam apurados. Apurar é o começo do caminho. Julgar é o fim. Estamos no começo, e eu quero que se apure para provar a minha inocência. Terceiro. Reafirmo integralmente o que já declarei publicamente em nota, não participei do acordo e não me beneficiei”, afirmou Mauro.

“Nenhum recurso originário do acordo firmado com a Oi foi utilizado em benefício próprio ou da minha família. Todo valor aportado pela minha família nas empresas de que participamos decorre de recursos do meu grupo empresarial. Na decisão, não me é atribuído nenhum ato concreto: meu nome figura por vínculo — e vínculo não é conduta. Tenho a convicção de que, ao final do processo, o caso será esclarecido e a minha inocência e a da minha família comprovadas. Sobre a ação que corre no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e que trata dos mesmos fatos: ela não diz, em momento algum, que eu fiz alguma coisa. E, quando trata dos meus familiares, o próprio denunciante escreveu que o benefício teria sido indireto, ou seja, nem ele aponta um pagamento, um contrato, um ato, pois não existe. Quem tem prova não precisa escrever “indiretamente”, acrescentou.

Ele concluiu manifestando “minha solidariedade ao Procurador Geral do Estado Francisco Lopes e ao deputado federal Fábio Garcia, que nesta mesma semana tiveram a honra exposta antes de qualquer contraditório. Ao governador Otaviano Pivetta, minha gratidão pela confiança e meu desejo sincero de que o governo siga em frente. Aos servidores da Casa Civil, meu respeito e admiração. À minha família, que carregou o peso maior sem ter escolhido nada disso, todo o meu amor. Peço a Deus que a verdade prevaleça, e que ninguém seja condenado sem culpa, como aconteceu com Jesus diante de Pilatos. Que Deus abençoe todos nós”, concluiu.

Mauro e familiares foram investigados por fazerem parte de um fundo de investimento também investigado no acordo tributário entre o governo e a OI.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE