Política

Lúdio defende candidatura ‘de esquerda’ ao Senado mas diz que não será candidato

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) não vai disputar a eleição suplementar ao Senado, ainda sem data definida. Um dos principais nomes do partido, o deputado estadual afirmou que está “focado” no mandato na Assembleia Legislativa. “Não tenho pretensão (de concorrer). O partido quer que eu seja candidato a prefeito de Cuiabá, mas já tomei a decisão bem cedo de não ser candidato. É a mesma posição que tenho para esta vaga do Senado”.

Lúdio ainda defendeu que o Partido dos Trabalhadores componha  uma frente “de esquerda” para tentar eleger um senador de oposição ao governo Jair Bolsonaro. “Há bons nomes em vários nomes partidos. A leitura que faço é que precisamos reunir os partidos de esquerda e de centro-esquerda, que têm compromisso com a democracia, para construir uma candidatura de oposição ao governo federal”, disse em entrevista a uma emissora da capital/

O petista citou alguns nomes que podem surgir como candidato para a vaga no Senado . “O PT tem bons nomes, tem o (Carlos) Abicalil, tem a Rosa Neide,  o Valdir Barranco e o Henrique Lopes. O PC do B tem o nome da professora Maria Lúcia. Há outros partidos com os quais precisamos dialogar, como o Solidariedade, que apresentou o Dr. Leonardo. Tem o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio, que também é de centro-esquerda e entende a necessidade de uma candidatura com essa identidade. O que é importante é que as forças políticas, que são comprometidas com a democracia e com os direitos sociais da população, apresentem uma candidatura”.

Conforme Só Notícias já informou, o grupo de apoio do governador Mauro Mendes também deve trabalhar na “construção” de um nome único para disputar a eleição ao Senado. A avaliação é do secretário estadual da Casa Civil, Mauro Carvalho. “Existem candidaturas legítimas que estão sendo colocadas dentro do grupo político e isso deverá ser discutido em um momento oportuno. Logicamente que temos muitos candidatos. Não só o Pivetta (Otaviano, vice-governador), como o Júlio Campos, o Carlos Fávaro e outros que estão se colocando à disposição”, disse Carvalho, na última semana.

O pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso retoma as atividades no dia 22 de janeiro. Neste dia, o colegiado definirá a data em que os mato-grossenses irão às urnas escolher o senador e seus suplentes. A data escolhida pelo TRE estará dentre as datas autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Neste normativo, a Corte Superior permite a realização de eleição suplementar em 2020 nas seguintes datas: 12 de janeiro, 2 de fevereiro, 8 de março, 26 de abril, 10 de maio, 21 de junho, 22 de novembro e 6 de dezembro.

Em 10 de dezembro o Tribunal Superior Eleitoral manteve a decisão do TRE de Mato Grosso, que cassou o mandato da senadora Selma Arruda (Podemos). O Acórdão do Recurso Ordinário foi publicado no dia 19 do mês passado. Nessa mesma data, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso foi oficialmente comunicado da decisão com a determinação da realização de nova eleição.

Após a notificação da decisão do TSE, as unidades técnicas do TRE iniciaram as tratativas para o cumprimento da determinação da Corte Superior.

Só Notícias/Herbert de Souza (foto: assessoria/arquivo)