A secretaria estadual de Saúde de Mato Grosso lançou, hoje, o Centro de Inteligência Estratégica para a Gestão Estadual do SUS. Com a implantação, o Estado passa a integrar a Rede Cieges, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que reúne iniciativas descentralizadas em 18 unidades da federação para fortalecer a gestão baseada em dados no Sistema Único de Saúde.
A Rede Cieges é uma iniciativa do Conass para integrar e fortalecer a inteligência de dados da gestão estadual do SUS. Ela conecta os Centros de Inteligência Estratégica existentes nas secretarias estaduais de saúde de todo o Brasil. O objetivo é produzir análises e indicadores estratégicos e apoiar decisões dos gestores. “O Cieges é o nosso centro de inteligência de informações para o planejamento na área da saúde. Informação é tudo. Na pandemia, por exemplo, um dos maiores problemas que tínhamos era não ter as informações organizadas da forma que nós precisávamos. Agora, podemos monitorar em tempo real o que acontece em nossos hospitais, na comunidade especializada e nos municípios”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.
O secretário executivo do Conass, Jurandi Frutuoso, afirmou que, até junho, outros quatro Estados irão aderir ao Cieges. “Isso mostra a importância desta estratégia no fortalecimento da saúde digital no Brasil, mas para além disso, é uma estratégia que fortalece a integração da informação. Um dado que vira informação, que vira decisão de gestão, é a partir desta organização. Por isso que a gente sabe qual é o valor deste ato, qual é a importância disso que está acontecendo”, acrescentou.
Conforme o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da secretaria, Oberdan Lira, fazer parte da Rede Cieges será fundamental para identificar as informações-chave dos indicadores de saúde. “O grande desafio hoje do SUS não é o volume de informação, mas a sua organização. A gente passou por um período muito pesado na pandemia, em que a mobilização tanto do Cosems [Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso], quanto do Conass, foi importante para que a gente conseguisse fazer a organização dos dados em termo oportuno. Mas existe um grande delay porque a gente ainda tem que vencer este desafio que se chama monitoramento. A gente tem um volume de dados muito grande”, afirmou.
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