O governo de Mato Grosso, por meio da secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), assinou ontem convênio para a execução de propostas aprovadas na chamada pública Proinfra Desenvolvimento Regional – Norte, Nordeste e Centro-Oeste, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Em Mato Grosso, dez sub-projetos foram contemplados, envolvendo universidades, institutos federais e um órgão estadual, com investimentos que somam cerca de R$ 52 milhões. As iniciativas serão desenvolvidas em Cuiabá, Cáceres, Tangará da Serra, Nova Xavantina, Barra do Garças e Campo Novo do Parecis.
Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, a iniciativa representa um avanço importante para o fortalecimento da pesquisa no estado. “Esse investimento fortalece a infraestrutura científica de Mato Grosso e amplia a capacidade das nossas instituições de desenvolver pesquisas estratégicas para o desenvolvimento regional. Estamos criando condições para que universidades, institutos e centros de pesquisa possam gerar conhecimento, inovação e soluções que impactam diretamente a economia, o meio ambiente e a qualidade de vida da população”, destacou o secretário.
Já o presidente da Fapemat, Marcos de Sá, salientou durante o evento, que o fortalecimento da ciência em Mato Grosso passa pela descentralização dos recursos de pesquisa. “Ao ampliar os investimentos para diferentes regiões do estado e apoiar projetos em diversos municípios e instituições, garantimos que mais pesquisadores tenham acesso às oportunidades de fomento. Isso contribui para reduzir desigualdades, estimular a produção científica regional e gerar soluções inovadoras que atendam às demandas locais e impulsionem o desenvolvimento de todo o estado “, frisou Marcos de Sá.
Entre as propostas aprovadas na chamada pública Proinfra Desenvolvimento Regional está o Complexo Multiusuário de Biotecnologia e Saúde, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), que receberá R$ 4,1 milhão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e R$ 1,3 milhão da Fapemat. Também foi contemplada a Rede Interdisciplinar de Estudos em Materiais Funcionalizados de Mato Grosso, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com R$ 3,7 milhões da Finep e R$ 1,2 milhão da Fapemat.
A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) teve dois projetos aprovados: o Laboratório de Biotecnologia Aplicado ao Melhoramento Genético e Manejo de Espécies Hortícolas, com R$ 2.452.169,75 da Finep e R$ 817,3 mil da Fapemat; e a Estruturação Laboratorial para o Enfrentamento das Emergências Climáticas no Pantanal, com R$ 3,1 milhões da Finep e R$ 1,02 milhão da Fapemat.
Na UFMT, também foram selecionados o Centro de Pesquisas Integradas em Biomassas e Tecnologias Verdes, com R$ 3,6 milhões da Finep e R$ 1,2 milhões da Fapemat, e o projeto Infraestrutura para Análises Ambientais no Araguaia: Saúde Única, Plásticos, Agroquímicos e Queimadas, com R$ 3,7 milhões da Finep e R$ 1,2 milhão da Fapemat.
O Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) participará com dois subprojetos: o Laboratório de Pesquisa Multiusuário Agroambiental do Vale do Araguaia, com R$ 2,4 milhões da Finep e R$ 806,4 mil da Fapemat, e o Laboratório Multiusuário de Biomonitoramento e Sensoriamento de Agroecossistemas, com R$ 4,3 milhões da Finep e R$ 1,4 milhão da Fapemat.
Também integra o conjunto de propostas o projeto Soluções Tecnológicas e Sustentáveis para o Cultivo em Solos de Textura Média e Arenosa, do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), com R$ 3,1 milhões da Finep e R$ 1,03 milhão da Fapemat. A Universidade Federal de Rondonópolis ainda participa com o projeto Desenvolvimento Socioeconômico-Ambiental-Científico-Tecnológico Sustentável e Assistivo de Mato Grosso, que receberá R$ 2,9 milhões da Finep e R$ 996,8 mil da Fapemat.
Presente no evento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos destacou a parceria entre instituições de pesquisa, governo e setor produtivo para o fortalecimento da ciência. “Quero destacar o trabalho das equipes de todas as instituições envolvidas, da Fapemat, do governo do Estado, das empresas e de todos os pesquisadores que fazem da ciência uma ferramenta de desenvolvimento. O que estamos fazendo hoje é mais do que assinar convênios. Estamos ajudando a consolidar Mato Grosso como um polo estratégico de inovação, bioeconomia e agroindústria sustentável no Brasil”, afirmou a ministra.
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