O governador Pedro Taques (PSDB) falou, neste sábado , sobre a prisão de seu ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques. "Quem é preso não é condenado, não é nem denunciado ainda. Isso vai ser investigado. A lei serve para todos. O Poder Judiciário é independente. Não podemos fazer absolutamente nada e nem se eu pudesse eu faria. Cabe ao Poder Judiciário cumprir seu papel”.
O governador destaca que é preciso ter cautela e disse que na próxima semana voltará a falar sobre a prisão de seu primo. “Vou falar mais sobre isso na segunda-feira. Quero dizer o seguinte: não permitiremos arbitrariedades e ilegalidades. Não permitiremos isso. E isso falaremos na segunda-feira”, antecipa o tucano.
Pedro Taques não quis opinar se acredita ou não em viés político na prisão de seu ex-secretário. “Vou falar mais detalhadamente sobre isso depois que eu ler a decisão”. Por fim, o tucano pondera ainda que Paulo Taques “será investigado e não é por roubo, como outros que foram presos”, destacou.
Paulo está no centro de custódia após sua prisão ter sido decretada pelo desembargador Orlando de Almeida Perri, da 1ª Câmara Criminal de Tribunal de Justiça de Mato Grosso no âmbito das investigações sobre o esquema de escutas clandestinas que era operado por um núcleo da Polícia Militar. A modalidade “barriga de aluguel”, método que vinha sendo praticado contra várias pessoas no Estado, é quando números telefônicos de quem não é alvo de uma investigação são inseridos num inquérito com pedido de autorização judicial para interceptação telefônica.
O ex-secretário da Casa Civil, conforme o despacho de Perri decretando sua preventiva, é suspeito de ter praticado pelo menos 2 crimes: denunciação caluniosa e realização de interceptação telefônica com objetivos não autorizados em lei. Isso porque as investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que Paulo teria mandado instaurar investigação contra a publicitária Tatiane Sangalli Padilha, alegando que ela estaria envolvida em prática criminosa, ao passo que ele estaria consciente de que ela não havia praticado qualquer crime.
Sangalli é apontada como ex-amante de Paulo e suspeita-se que ele tenha solicitado que ela fosse grampeada por estar com ciúmes, para saber se ela estaria se relacionando com outras pessoas.
Conforme Só Notícias já informou, o procurador geral em exercício no Mato Grosso, Helio Faust, foi contrário à prisão de Paulo Taques, solicitada pelo delegado da Polícia Civil que conduz a investigação.


