quarta-feira, 11/fevereiro/2026
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Governador anuncia proposta para Estado comprar Santa Casa de Misericórdia e evitar leilão

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Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)

O governador Mauro Mendes acaba de anunciar, no Palácio Paiaguás, que o governo de Mato Grosso vai propor a compra de estrutura física da Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, para evitar que seja leiloada, pela Justiça do Trabalho e continue sendo usada para atendimentos pelo SUS. A proposta é em parcela única e, somados a outros aportes já feitos pelo Estado para sanar dívidas, pode chegar a R$ 60 milhões. A proposta será formalizada ao Tribunal Regional do Trabalho.

Conforme Só Notícias já informou, mês passado o tribunal recebeu nova proposta de aquisição do complexo-sede da Santa Casa, do Instituto Evangelístico São Marcos, sediado em Santos (SP), de R$ 40 milhões, com carência de 12 meses para o início dos pagamentos, seguida de parcelas mensais, sucessivas e fixas de R$ 500 mil. O montante corresponde a aproximadamente 51% do valor da avaliação judicial do imóvel, mas não prevê a atualização das parcelas.

Conforme estabelece o Código de Processo Civil, é assegurado ao governo federal, ao Estado de Mato Grosso e a prefeitura de Cuiabá, nessa ordem, o direito de preferência na arrematação, em igualdade de condições,

Parte do imóvel da Santa Casa está sob requisição administrativa do governo do Estado desde 2019, quando assumiu bens móveis e imóveis vinculados às atividades da Sociedade Beneficente Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Atualmente, o local abriga o Hospital Estadual Santa Casa, e a imissão na posse por eventual comprador somente poderá ocorrer após o encerramento formal dessa requisição, informou, anteriormente o TRT.

O terreno tem aproximadamente 22 mil metros quadrados e área construída em torno de 20 mil metros quadrados. Ano passado, houve tentativa de leiloar o imóvel que foi avaliado em R$ 78,2 milhões. A dívida foi calculada, em 2025, em cerca de R$ 48 milhões. A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá fechou as portas em março de 2019, após enfrentar uma crise financeira que deixou centenas de empregados sem salários por cerca de sete meses. Agora, com a venda, a Justiça do Trabalho busca viabilizar a quitação dos valores ainda pendentes.

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