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Flávio diz que foi intimado a entregar passaporte, critica Moraes e promete organizar oposição contra Lula

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Só Notícias/Kelvin Ramirez (foto: assessoria)

Flávio Bolsonaro (PL) que perdeu ontem as eleições, afirmou, há pouco, que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e está proibido de deixar o Brasil. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual também criticou decisões judiciais e anunciou que pretende pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Flávio, a intimação ocorreu quando ele deixava a casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. O senador atribuiu a medida a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que a determinação teria como fundamento uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, no último dia 23, antes das eleições. “Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, declarou.

Flávio negou ter afirmado que deixaria o Brasil em caso de derrota eleitoral e questionou a justificativa para a medida. “Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”, afirmou.

O senador também criticou o momento em que a decisão teria sido tomada. “Foi tomada no domingo à noite, logo depois do anúncio do resultado da eleição”, disse. Em seguida, questionou: “Pensa comigo, se eu tivesse ganhado as eleições, ia acontecer a mesma coisa? Flávio Bolsonaro eleito, essa PF ia estar do mesmo jeito me intimando no meio da rua?”.

Na gravação, ele classificou a medida como política e afirmou que pretende cumprir a determinação e contestá-la. “Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou.

Flávio contestou a decisão judicial que, segundo ele, prorrogou o horário de votação no domingo. O senador afirmou que o episódio precisa ser esclarecido e questionou os possíveis impactos da medida no resultado eleitoral. “Ninguém sabe exatamente o impacto disso”, afirmou. Ele também questionou como seria a reação caso uma decisão semelhante tivesse sido tomada por um ex-ministro indicado pelo pai, Jair Bolsonaro.

Ele também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico e afirmou que pretende solicitar a cassação da chapa do presidente reeleito. “Então, eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo, a competição tem que ser justa e igual ao que não aconteceu”, declarou. Também fez críticas à reeleição e às estratégias utilizadas durante a campanha. “A disputa não deveria ser um vale-tudo por parte de quem quer se manter no poder, como fez o meu adversário”, disse. Ao comentar o resultado das urnas, Flávio afirmou: “Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”.

No vídeo, o senador também afirmou que pretende organizar a oposição ao governo Lula no Congresso Nacional. Segundo ele, serão realizadas reuniões com parlamentares eleitos para definir as estratégias de atuação. “Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição”, declarou. Na sequência, acrescentou: “Eu vou reunir os deputados, senadores eleitos, para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie que já está desenhada para acontecer com mais quatro anos de Lula”.

Flávio também criticou as perspectivas econômicas e afirmou que o resultado eleitoral pode afetar os investimentos no país. “A tendência é a economia ruir, a inflação explodir e o resto de liberdade de expressão que ainda nos resta ser encerrado nas redes sociais”, declarou. Ao encerrar o pronunciamento, o senador agradeceu aos apoiadores e convocou a continuidade da mobilização política. “Não vão me calar, não vão me intimidar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil, aconteça o que acontecer. Não vamos desistir do nosso Brasil”, concluiu.

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