O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, esta tarde, uma carta aos brasileiros, após chegar com a família em Miami, nos Estados Unidos, em voo que decolou da Argentina. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”. “Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”. “Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos”, afirmou. Flavio acrescentou que a mobilização ocorrerá “por todos os meios pacíficos e legítimos.”
Ele afirmou ter sido vítima de uma “fraude eleitoral” e se autodeclarou “presidente eleito” do Brasil e que pretende impedir que Lula consolide, segundo sua avaliação, um “regime ditatorial no país”. Na contagem oficial dos votos, ele obteve 48,21% e Lula 51,79% dos votos válidos. Ele contestou o resultado eleitoral e acusou autoridades de perseguição política. Um dia após a eleição, ele foi noticiado a entregar passaportes, por decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), em inquérito onde a Policia Federal investiga acusação de lavagem de dinheiro com o advogado Willer Tomaz.
No documento, ele também citou o senador e líder da oposição, Rogério Marinho (PL), a quem chamou de “meu candidato à Presidência do Senado”.
Flavio também agradeceu ao presidente americano, Donald Trump, ao governo dos Estados Unidos e ao por receberem sua família. Outro agradecimento foi para o presidente da Argentina, Javier Milei. Hoje de madrugada, autoridades argentinas confirmaram que ele entrou no país, em Porto Iguaçu (fronteira com Foz do Iguaçu) por meio da ponte Tancredo Neves, que liga Foz à Argentina. “Queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”



