PUBLICIDADE

Fávaro é exonerado de ministério e articulação tira senadora de MT de votar no relatório da CPMI do INSS

PUBLICIDADE
Só Notícias (foto: Roberto Stuckert/assessoria/arquivo)

O governo Lula fez articulação intensa para evitar a aprovação do relatório da CPMI do escândalo do INSS que terminou, sem relatório final, que acabou sendo rejeitado por 19 votos a 12. Uma articulação foi exonerar o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), que é senador licenciado. Com isso, reassumiu o mandato e “tirou” da CPMI a mato-grossense Margareth Buzetti, primeira suplente, que é oposição a Lula, informa o G1.

Com a articulação, o governo ganhou um voto para derrubar o relatório já que, no lugar da mato-grossense, entrou o primeiro suplente senador Beto Faro (PT-PA) e, consequentemente, derrubou o voto de Buzetti que seria pela aprovação.

“O ministro Fávaro acabou de ser exonerado para votar no meu lugar. O governo deve estar com muito medo do seu relatório, digníssimo relator, que está tendo detalhes”. “Ele é o titular da pasta, a cadeira é dele, mas a gente merece o mínimo de respeito… É muito bom ser mulher”, declarou Margareth Buzetti ao deixar a CPMI.

Só nesta sexta-feira, a CPMI teve várias trocas de titulares para o governo obter votos visando derrubar o relatório que pediu indiciamento e prisão de Fábio Luís da Silva, Lulinha, filho do presidente, Daniel Vorcaro (Banco Master), que está preso, 3 deputados, 3 ex-ministros e demais investigados.

O G1 informa que, “de acordo com investigadores da Polícia Federal, a suspeita sobre Lulinha surgiu depois que um ex-funcionário de Antônio Camilo Antunes prestou depoimento à PF e disse que Antunes comentava com sua equipe que pagava uma mesada de R$ 300 mil para o filho do presidente Lula.  Essa mesada seria para que Lulinha fizesse lobby para Antunes vender medicamentos de canabidiol ao Ministério da Saúde, segundo a testemunha. O empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, está preso por suspeita de desvios de pensões e aposentadorias. O Careca tentou vender frascos de canabidiol ao Ministério da Saúde, mas nenhum contrato foi assinado”.

Em nota, a defesa de Lulinha criticou duramente o relator da CPMI ao considerar que o pedido de indiciamento (que acabou reprovado) “só revela o caráter eleitoral da atuação do relator”. “Vulgariza a nobre função de fiscalizar delegada de forma atípica pela constituição federal ao parlamento brasileiro. Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão”.

Não está confirmado se Fávaro reassume hoje o ministério. A tendência é dele pedir demissão na próxima terça-feira para tentar reeleição ao Senado.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

PUBLICIDADE