Política

Em debate do UOL Mauro Mendes volta a defender equilíbrio para fechamento do comércio

O governador Mauro Mendes (DEM) reforçou, há pouco, durante debate com os governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), em live organizada esta manhã pelo portal UOL, que prefeitos de Mato Grosso tenham sensatez para determinar o fechamento ou abertura do comércio e voltou a defender que haja um equilíbrio entre a economia e a saúde para atravessar a pandemia do novo Coronavírus.

No debate intermediado pelo jornalista Josias de Souza, o governador ressaltou que adotou o critério de contaminação local para endurecer as regras de isolamento social como forma de “dar mais racionalidade para essas tomadas de decisão” e criticou decisões de alguns prefeitos.

“Em nosso estado, vimos prefeitos que não têm nenhum caso suspeito e o cara decretou o ‘lockdown’ na cidade dele. Não posso, aqui em Mato Grosso, dar o mesmo tratamento no início da crise que São Paulo deu (Estado que tem mais casos confirmados e mais mortes). Esta racionalidade se perdeu um pouco diante do bombardeiro de informações”, declarou.

“Economia é importante, vidas são importantes. A virtude está no equilíbrio, para tomar decisões sensatas. No momento tem vários gestores tomando decisões por pressão da mídia. Temos centenas de exemplos”, completou.

As declarações de Mauro Mendes antagonizaram às do governador capixaba, Renato Casagrande, que defendeu o isolamento social no estágio inicial da pandemia. “Quem causa a crise é a pandemia. As medidas de isolamento social são um remédio que salva vidas. É praticamente impossível dizer agora quanto tempo a gente vai ter atividades econômicas paralisadas. A gente vai acompanhando dia após dias”, disse.

Para Casagrande, a situação deve começar a ser controlada entre julho e agosto e as atividades econômicas deverão ser pautadas pela condição de saúde em cada local. “Quem vai definir se uma atividade vai ficar efetivamente fechada vai depender muito da disciplina da pessoa, para que evitem o contato. A gente pode deixar funcionar algumas atividades, mas se algumas pessoas não compreenderem a necessidade de manter distanciamento, aí poderá vir uma obrigação para que a gente tenha um fechamento mais intenso”, concluiu.

Só Notícias/Marco Stamm, de Cuiabá (reprodução UOL)