
“O que falta na saúde pública de Sinop é vontade política. O problema do Hospital Regional é que mudaram apenas o nome, mas nunca abriram a estrutura para a sociedade. Desde que assumi, em 2011, houve uma promessa de recursos financeiros por parte do Ministério da Saúde para compra de equipamentos e abertura das UTIs e dos Centros de Especialidades Médicas. Essas promessas vem se arrastando desde então, e agora querem culpar a organização?”, criticou Dilmar, que foi reeleito, e o mais votado para estadual em Sinop.
Dilmar acusa o Estado de agir politicamente, já que, em outras unidades regionais gerenciadas por OSS, a situação é ainda pior, tanto que existe projetos para retomada administrativa dos Hospitais de Alta Floresta e Colíder em tramitação na Assembleia Legislativa. Ele afirma que o governador não conhece a realidade local, e sequer consultou os dois deputados que representam o município, ou mesmo a Assembleia antes de decretar a intervenção.
O prefeito Juarez Costa, que há cerca de dois anos convenceu o Estado a assumir o comando do hospital e bancar os gastos, agora quer que o governo devolva a gestão para a prefeitura, o que, representaria mais gastos dos cofres municipais.
“Faltam pouco mais de 50 dias para o fim do mandato, e não há mais tempo hábil para resolver essa situação, essa tarefa ficará sob responsabilidade do novo governador. É um absurdo tomarem essa decisão sem consultar a Assembleia Legislativa, afinal, nós representamos a população de Sinop. Quem mais sofrerá com esta decisão arbitrária é a sociedade sinopense, além da classe médica que está insatisfeita com atual gestão estadual”, criticou Dilmar.


