PUBLICIDADE

Deputado diz que lei de isenção de ICMS é pior que a do Prodeic em Mato Grosso

PUBLICIDADE

O deputado estadual e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Fiscal, José Carlos do Pátio (SD), afirmou que a Lei 7.925 de 2003 que propõe a isenção de ICMS nas operações com veículos, máquinas e equipamentos novos, destinados ao Poder Executivo dos municípios do estado é pior que a do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), já que não exige nenhuma meta às empresas beneficiadas.

“Esses incentivos são isolados e não dá retorno à sociedade. Não existe um controle, já que também não está na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO)”, destacou.

Segundo o deputado, em um dos artigos da lei há um ‘submarino’ que é algo que não tem nada haver com o seu objetivo. Por isso, Zé do Pátio dispara que a Lei é uma das mais perversas da legislação dos incentivos fiscais, porque não têm nenhum interesse público.

“O artigo desta lei praticamente passou um cheque em branco ao governo. Ele prevê que o Poder Executivo autorize a concessão de incentivos fiscais às unidades produtivas econômicas dos setores agropecuário, industrial, comercial e serviços, mediante a redução da base de cálculo ou concessão de créditos presumidos ou outorgados, ficando homologados aqueles concedidos a partir de janeiro de 2003. Com isso, em função da lei, o governo, à época, por meio de decreto, reduziu de 12% para 7% a saída de soja em grãos para outro estado”, explicou.

Sobre isso, Zé do Pátio ainda ressalta que a lei é inconstitucional e que o governador pode até responder por crime de responsabilidade caso não a revogue. “A lei não passou sequer pelo Conselho de Política Fazendária (Confaz) que, obrigatoriamente, é responsável pela aprovação de todas as alterações de ICMS’.

Para acabar com essas irregularidades, o deputado explica que a CPI de Renúncia e Sonegação Fiscal já apresentou ao governador Pedro Taques (PSDB) uma nova proposta de lei do Prodeic.  Ele lembrou que o modelo foi elogiado por diversos setores da economia como a Federação das Indústrias (Fiemt) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), entre outros.

De acordo com o parlamentar, a nova proposta de lei tem o objetivo de valorizar os Arranjos Produtivos Locais (APL) de cada região do estado, acabando, sucessivamente, com os incentivos do comércio varejista e serviços. “A nova lei vai priorizar somente empresas que queiram agregar valor na sua produção”.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Lucas do Rio Verde lança chamamento para definir empresa que construirá mais de 100 casas populares

O chamamento público, organizado pela prefeitura, objetiva a implantação...

Definido desconto para pagamento antecipado de alvará em Lucas do Rio Verde

A prefeitura publicou, hoje, decreto que concede descontos para...

Lewandowski entrega carta de demissão do Ministério da Justiça a Lula

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski,...
PUBLICIDADE