
Saturnino ocupou o cargo de secretária-adjunta de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Conforme as declarações prestadas por ela no último dia 20 de junho, ela teria sido procurada pelo então secretário Executivo da pasta, Fábio Galindo, no final de fevereiro de 2015.
Em uma reunião, em que estavam presentes Galindo e Paulo, a delegada recebeu a informação de que uma das ex-servidoras estaria sendo recrutada por João Arcanjo Ribeiro porque o criminoso tinha a intenção de se casar com ela e conseguir uma transferência para um presídio em Mato Grosso. Ela estaria sendo ajudada por outra ex-servidora, que à época era assistente de Taques na Casa Civil. “Ele também disse que a união entre Tatiane e João Arcanjo tinha o propósito de arquitetar um atentado contra a vida do governador e do próprio Paulo Taques”.
Paulo também teria dito que informações de seu gabinete e do gabinete do próprio governador, além do sumiço de documentos e que ele desconfiava de sua ex-assistente, que seria conhecida da mulher supostamente recrutada por Arcanjo e que tais informações seriam repassadas ao jornalista. Conforme a delegada, Taques afirmou que a denúncia teria partido de um órgão federal.
Com estas informações, Saturnino explicou que procurou a então diretora de Inteligência da Polícia Civil, a também delegada Alana Cardoso, e os números dos telefones das duas mulheres foram incluídos em uma representação da Operação Forti, que investigava ilícitos em unidades prisionais. Os relatórios foram juntados a um anexo, denominado Pequi. O relatório foi arquivado após os agentes não terem encontrado nada de relevante e nenhuma informação foi repassada a Paulo. Ao final do depoimento, Saturnino destaca que nunca foi procurada pelo governador e nem recebeu dele nenhum tipo de recado.


