PUBLICIDADE

Defesa ingressa com pedido de liberdade para ex-primeira-dama do Estado

PUBLICIDADE

Foi protocolado, esta tarde, pela defesa da ex-primeira-dama, Roseli Barbosa, o pedido habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O advogado Ulisses Rabaneda avalia que o Ministério Público Estadual agiu de "forma contraditória ao tomar uma medida de força excessiva". O relator do pedido de liberdade é o desembargador Rondon Bassil Dower Filho, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O pedido da prisão partiu da delação premiada feita por um dos envolvidos no processo, o empresário Paulo César Lemes. Cerca de R$ 20 milhões podem ter sido desviados no esquema. Rabaneda declarou que ficou perplexo com o mandado de prisão e fez duras críticas ao MPE. "O que precisa deixar claro é que se todas as vezes, num processo criminal, que um réu ou co-réu acusar um outro que está sendo processado e a partir disso decretar prisão, exclusivamente por isso, nós teremos gestão de processo penal feitas por réus e não pela Justiça".

O advogado explica que a denúncia não é recente. Roseli já responde a ação desde 2014 e durante o curso do processo já apresentou sua defesa quanto as acusações. "A senhora Roseli foi citada pelo oficial de justiça e apresentou a defesa no processo. O curso no processo é absolutamente regular, quando nos deparamos com uma medida excessiva, de força a prisão, isso nos deixa perplexos".

Outra incoerência apontada por Ulisses Rabaneda é quanto a mudança nas acusações contra sua cliente. Conforme ele, o "MPE se embaralha nos fatos" ao transformar a conduta de Roseli de omissiva para comissiva. "No final de 2014 o MPE a acusou de condutas simplesmente omissivas , ou seja, disse que Roseli, como secretária não tomou as providencias que deveria, mas agora o MPE numa conduta contraditória com relação aos fatos, alega que ela teve uma conduta comissiva por conta de um depoimento de um delator".

Além da ex-primeira-dama do Estado, Roseli de Fátima Meira Barbosa, estão presos Nilson da Costa e Faria, Rodrigo de Marchi e Silvio Cezar Correa Araújo – ex-chefe de gabinete do então governador, Silval Barbosa.

As prisões ocorreram durante a operação “Ouro de Tolo”, deflagrada ontem. Segundo o Gaeco, investigações apontaram crimes cometidos na Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social (Setas), durante a gestão da ex-primeira-dama.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Começam inscrições de advogadas para lista tríplice de juíza no TRE Mato Grosso

As presidentes do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso...

Projeto que aumenta teto de faturamento dos MEIs será encaminhado à Câmara

O governo federal se comprometeu a enviar, nesta quarta-feira...

Sinop: câmara instaura CPI para investigar venda irregular de terrenos e jazigos em cemitério

Vereadores aprovaram, ontem, durante a 20ª Sessão Ordinária, o...
PUBLICIDADE