PUBLICIDADE

Defesa Civil mapeia áreas de risco após Colíder decretar situação de emergência devido as chuvas

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: assessoria)

A Defesa Civil Estadual está em Colíder (165 quilômetros de Sinop) realizando um levantamento técnico e o mapeamento de áreas com risco geo-hidrológico no município. Segundo o órgão, a ação tem como objetivo identificar pontos vulneráveis a alagamentos, enxurradas, erosões e deslizamentos, especialmente após os danos causados pelas fortes chuvas registradas recentemente.

O trabalho ocorre após o município decretar situação de emergência, medida necessária para garantir agilidade nas ações de resposta, assistência à população afetada e acesso a apoio técnico e recursos estaduais e federais. O decreto foi publicado diante dos prejuízos provocados pelas chuvas intensas, que atingiram áreas urbanas e rurais, comprometendo vias, residências e estruturas públicas.

Durante a vistoria, as equipes técnicas realizam análises em campo, levantamento de dados geográficos e hidrológicos e identificação de áreas que demandam intervenções imediatas ou preventivas. O mapeamento servirá como base para o planejamento de ações futuras, incluindo obras de drenagem, contenção, reassentamento preventivo, além de estratégias de prevenção e resposta a desastres naturais.

Conforme Só Notícias já informou, a prefeitura decretou, ontem, situação de emergência por seis meses em razão dos prejuízos causados pelas fortes chuvas que atingem o município desde o fim de dezembro, tendo como base relatório técnico que aponta danos severos em estradas vicinais, pontes e bueiros, além de alagamentos e isolamento de comunidades rurais. Os prejuízos já ultrapassam R$ 992 mil em gastos emergenciais, e a estimativa é de que sejam necessários cerca de R$ 2,5 milhões adicionais para a recuperação e readequação das estradas vicinais afetadas.

De acordo com o levantamento técnico, cerca de 956 quilômetros da malha viária rural do município foram afetados. O alto índice pluviométrico provocou o transbordamento de rios e córregos, saturação do solo e formação de atoleiros, erosões profundas e deslizamentos de terra.

O relatório destaca que os danos dificultam ou impedem o tráfego de veículos de passeio, transporte escolar e caminhões de carga. Em diversos pontos, houve rompimento de bueiros e queda de pontilhões, comprometendo vias consideradas estratégicas para a agricultura e mobilidade de moradores. Como consequência, comunidades rurais e assentamentos ficaram parcialmente isolados, o que dificulta o atendimento de emergências e o acesso a serviços básicos.

O impacto atinge diretamente cerca de 6 mil moradores da zona rural. Na área da educação, há risco de suspensão do transporte escolar em trechos considerados inseguros. Na saúde, equipes enfrentam dificuldades para chegar às unidades e realizar atendimentos domiciliares. Já na agricultura, principal base econômica local, o escoamento da produção de grãos e o transporte de gado foram prejudicados, justamente em período de colheita, quando o tráfego de veículos pesados aumenta.

Com o decreto, o município fica autorizado a mobilizar todos os órgãos da administração pública para ações de resposta ao desastre, restabelecimento de serviços essenciais e assistência à população. A medida também permite contratações emergenciais, com dispensa de licitação, para aquisição de bens, serviços e obras necessárias ao enfrentamento da situação.

Receba em seu WhatsApp informações publicadas em Só Notícias. Clique aqui.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Cooperativas de mineração artesanal movimentam mais de R$ 144 milhões em Mato Grosso

Dados do anuário do cooperativismo matogrossense apontaram que a...

Acidente com carretas em rodovia entre Sinop e Vera deixa um morto

O homem ainda não identificado morreu, hoje à tarde,...
PUBLICIDADE