O PSB, DEM, PDT, PP e PROS são alguns dos partidos que já manifestaram interesse na possível filiação do vereador Toninho de Souza (PSD), caso econsiga a desfiliação da sigla social democrata, por justificativa de perseguição política. O presidente do PSB, prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes fez o convite pessoalmente ao parlamentar, que também foi convidado pelo deputado estadual, Dilmar Dal’ Bosco (DEM), o deputado Ezequiel Fonseca (PP), o deputado federal, Valtenir Pereira (PROS) e o verador Adevair Cabral (PDT).
Contudo, Toninho denunciou que desde o dia 16 de maio, quando protocolou o pedido de desfiliação do partido, alegando perseguição política, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), até o momento, não conseguiu notificar a direção da legenda.
Ele criticou o presidente da legenda, Wilson Teixeira, o Dentinho, que segundo ele estaria fazendo uma possível manobra, para não ser notificado pelo oficial da justiça eleitoral. Toninho acredita que Dentinho esteja fugindo, pois segundo ele, o TRE não consegue localizá-lo nem no Centro de Processamento de Dados (Cepromat), de Mato Grosso, ao qual é presidente. “O TRE está com dificuldade em intimar o partido, não localiza ninguém no diretório. Dentinho é presidente da Cepromat e não acha ele nem lá, pois para TRE ele não está. Então quer dizer que ele não dá expediente no Cepromat o dia inteiro”, questionou.
O parlamentar disse ainda que sua assessoria jurídica já encaminhou ao órgão eleitoral para que seja tomada medidas, e uma delas, seria uma possível notificação eletrônica. Caso o TRE consiga notificar o PSD, o partido tem o prazo de 5 dias para se manifestar e o processo entrar em pauta no Pleno. “Enquanto o TRE não notificar o partido, não tem como eu prosseguir. Recebi vários convites, do DEM, PSB, PDT e vários outros. Avalio como uma estratégia, na verdade, para tentar me prejudicar, infelizmente sofro uma marcação implacável dentro do PSD”.
A 'marcação', segundo Souza, é por conta da cassação do ex-vereador João Emanuel (PSD). Toninho é o presidente da Comissão de Ética, que no relatório, pediu a cassação do ex-parlamentar, por quebra de decoro. A época, o PSD encaminhou uma resolução partidária ao Toninho, dizendo que ele não poderia votar contra o colega. Mas, Toninho alegou que o partido encaminhou a resolução em cima da hora e que seu voto seria independente de partido, uma vez que as denúncias contra João Emanuel eram consideradas graves.
Desde então, segundo Toninho de Souza, ele começou a sofrer perseguição no partido, tanto que o próprio Emanuel pediu a expulsão, alegando que Toninho desrespeitou o estatuto partidário.


