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Cuiabá: servidores da Sanecap suspendem greve

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Servidores da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) suspenderam, por tempo indeterminado, a greve que estava prevista para ser deflagrada ontem. A paralisação seria uma forma de protesto contra demissão de funcionários que se manifestaram contra a concessão dos serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto para a iniciativa privada.

A suspensão da greve foi anunciada durante encontro do Sindicato dos Servidores e o prefeito Chico Galindo (PTB), que já determinou à diretoria da Sanecap que reveja algumas demissões. As discussões caminham para uma trégua no setor que tem sido motivo de muita polêmica nos últimos dias. O impasse, porém, pode ser definido durante nova reunião prevista para hoje.

Funcionários apresentaram ontem estudo que evitaria o repasse dos serviços exclusivamente à iniciativa privada. O prefeito, no entanto, deu sinais de que não deve recuar com a proposta. Até a ex-presidente da Sanecap, professora Eliana Rondon, defendeu o estudo alternativo que sugere o poder público como gestor majoritário do saneamento. "Infelizmente, o prefeito não teve a sensibilidade suficiente para entender nossa ideia e se mostrou irredutível", afirma Roberto Fernandes, secretário-geral do Sindicato dos Servidores.

Galindo contrapôs o estudo alegando que o município não teria os recursos necessários para investir em saneamento. Discorda ainda dos cálculos apresentados. Enquanto especialistas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e órgãos como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) estimam ser necessários R$ 601 milhões para universalizar o fornecimento de água e o tratamento de esgoto, o município fala em R$ 1,9 bilhão.

As demissões na Sanecap foram divulgadas por A Gazeta na quinta-feira (04), depois que 9 servidores contratados através do instituto Idep/Oros foram demitidos por se manifestar contra a concessão na Câmara de Vereadores. Outros 7 concursados perderam cargos comissionados.

Representantes da prefeitura de Cuiabá e da Sanecap terão que explicar hoje, ao Ministério Público do Trabalho (MPT), as demissões de servidores que se manifestaram contra a concessão. Diante da polêmica, o município já reconduziu ao cargo alguns demitidos na semana passada, mas o MPT admite tomar providências do que pode ser classificado como discriminação.

A Sanecap já havia assinado um termo de ajustamento de conduta com o MPT para demitir os servidores contratados e
João Vieira realizar concurso público. Esse foi o argumento usado pelo presidente da Sanecap, Aray Fonseca, para justificar algumas demissões. O problema é que os servidores não fariam parte do acordo.

Aray alega que as demissões seriam uma forma de punir servidores que excederam nas manifestações dos dias 12 e 14 de julho, quando houve invasão do plenário da Câmara Municipal e uso de bombas em frente à prefeitura.

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