Membros da CPI da Sema estarão, daqui a pouco, na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, para conhecer a estrutura e a realidade operacional da secretaria, acusada de retardar a liberação de planos de manejo e outros documentos indispensáveis para atividade madeireira. A CPI terá prazo regimental de 180 dias para realizar os trabalhos e apresentar uma radiografia completa dos problemas que afetam a área ambiental de Mato Grosso e suas soluções.
O foco da comissão será apuração de possíveis irregularidades na secretaria em relação à gestão administrativa e técnica sobre a demora na análise dos processos; levantamento das licenças concedidas nos últimos 10 anos, inclusive da retirada, transporte e queima de lenha por empresas que utilizem vapor na produção; analisar os EIA/RIMA das PCH’s e usinas; analisar cada um dos processos que resultaram nas prisões da “Operação Guilhotina”; analisar a participação dos engenheiros florestais e engenheiros agrônomos nos processos sob investigação desta CPI; analisar os desmatamentos ocorridos nos últimos 10 anos, a participação de cada um dos setores da atividade econômica nesse processo, bem como o impacto ambiental gerado por eles além de outros fatos relevantes e que surjam no decurso das investigações.