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CPI aprova intimação de Eraí Maggi e mais quatro pessoas

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Os deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Fiscal aprovaram a intimação do presidente do grupo Bom Futuro, Eraí Maggi, e de mais quatro pessoas ligadas à Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Coomat) e ao grupo Bom Futuro. Além de Eraí, foram aprovadas as intimações de Saul Lourenço de Lima, conselheiro fiscal da (Coomat) e gerente do almoxarifado da Bom Futuro; Donato Cechinel, presidente da Coomat e diretor administrativo da Bom Futuro; José Vengrus Filho, secretário da Coomat e diretor de compras e vendas da Bom Futuro, e Roberto Machado Bortosselo, diretor administrativo e financeiro da Coomat e diretor de compras e vendas da Bom Futuro.

“Convocamos e eles não compareceram à CPI. Ninguém está acima da lei. Eles têm que prestar esclarecimento de toda tramitação do aspecto tributário das cooperativas, em especial a Coomat. Eu não tenho nenhuma dúvida de que vão obedecer de imediato essa intimação. E, caso queiram protelar ou desviar-se da CPI, existem instrumentos como a condução coercitiva”, declarou o deputado Emanuel Pinheiro (PR).

O deputado Wilson Santos (PSDB) ressaltou que o problema de sonegação fiscal é antigo. “O Estado vem sendo roubado e sonegado há muitos anos. Só com esses incentivos perdia algo em torno de R$ 1,5 bilhão por ano”. 

Já o presidente da comissão, José Carlos do Pátio (SD), informou que a reunião da CPI de amanhã será interna. “Vamos tomar uma atitude sobre isso e vai ser muito preponderante a intimação dessas pessoas porque há questões que não foram esclarecidas. Justamente desse grupo tivemos dificuldade para ter acesso aos documentos”.

Os deputados devem ainda discutir a proposta de prorrogação da CPI por mais 180 dias, que, no entendimento de Zé do Pátio, foi prejudicada com a demora na aprovação de alterações da Lei 10.207, que trata sobre a blindagem da Secretaria de Fazenda (Sefaz) em processos de investigação.

Eles também vão debater o anteprojeto do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), a ser apresentado na próxima semana ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo.

Há ainda a discussão sobre a proposta de convocar os empresários das 20 empresas que mais tiveram irregularidades por não cumprir critérios do Prodeic. 

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