Política

Ministério da Justiça inicia em Sinop ‘jornada nacional de policiamento rural’ e secretário defende fortalecer ações

Começou hoje à tarde e segue até quinta-feira, no centro de Eventos Dante de Oliveira, a primeira etapa dos debates organizados pelo Ministério da Justiça Segurança Pública com o objetivo compartilhar experiências e boas práticas da Jornada Nacional de Policiamento Rural. O secretário Nacional de Segurança Pública, Carlos Renato Machado Paim,  destacou que é preciso uma política nacional com mais “atenção aos crimes praticados na área rural (roubos de defensivos agrícolas, cargas de grãos), crimes contra propriedade rural, contra as pessoas que moram nesse local e o trabalhadores que lá também residem’, e aqui que estamos coletando esses dados, trouxemos profissionais para eles apresentarem as boas práticas e esse intercâmbio de informações ao olho da secretaria nacional nos dá condições de buscar subsídios para pensar em uma política nacional”.

Paim também ressaltou os investimentos feitos na segurança pública feitos pelo governo Bolsonaro, além de relatar sobre as propostas de possíveis mudanças na legislação. “Estamos falando inclusive se é o caso de analisar o eixo legislativo, se é o caso de apresentar uma proposta legislativa ou não. Analisamos investimentos nas instituições, na tecnologia e informação nessa região, para ela ser referenciada e assim facilitar a relação comunidade e força de segurança”, explicou.

O prefeito de Sinop, Roberto Dorner afirmou que a Jornada Nacional de Policiamento Rural trará benefícios aos produtores, pecuaristas. “Estamos prontos aqui para ajudar e contribuir e também em chamar os prefeitos, presidentes de sindicatos, que venham fazer o cadastro de suas fazendas, pois necessitamos de uma segurança mais ampla para que a nossa sociedade viva em paz no campo também”.

O tenente-coronel da PM em Mato Grosso, Gleber Cândido, afirmou que vem sendo realizado pelo patrulhamento rural no Estado. “O governo do Estado implementou um recurso da ordem de R$ 35 milhões para aquisição de fardamentos e equipamentos para gerar uma identidade do patrulhamento rural para que o homem do campo perceba que agora ele possui uma tropa especializada para ampará-la nos momentos mais difíceis. Foram também adquiridas viaturas distintas, fuzis, calibre 7,62, pistolas 9mm, drones, GPS, e o mais importante, o pagamento de diárias para que os policias façam jornadas de 5 ou 7 dias na zona rural e então a realidade do patrulhamento hoje é bastante forte, conseguimos reduzir os índices criminais”.

Olhando do ponto de vista dos produtores rurais, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso Brasil, Antônio Galvan, destacou que o debate é importância para o agronegócio e a economia nacional. “Sempre cobramos que tivessem alguma forma de dar uma segurança maior ao campo, sabe-se que hoje os produtos que adquirimos para nossas fazendas, para fazer a agricultura, a pecuária, tem valores muito alto. É um tanto tarde, mas é melhor assim do que a gente não ver isso nunca. Precisamos dessa segurança e somos merecedores, principalmente porque hoje e há muitos anos a economia principal do país é a produção agropecuária”.

Redação Só Notícias (fotos: Só Notícias/Kelvin Ramirez)