Política

Colíder: prefeito alerta para risco de colapso em hospital, cogita fechar comércio e definir ‘lei seca’

O prefeito Noboru Tomiyoshi e o secretário municipal de Saúde manifestaram, hoje, preocupação com o risco de colapso no sistema de saúde pública de Colíder, sede do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Norte Mato-grossense e do hospital regional que atende moradores de Nova Canaã do Norte, Nova Santa Helena, Marcelândia, Itaúba e Nova Guarita. Dos nove leitos equipados com respirador, o hospital não comporta o aumento da demanda de pacientes com Coronavírus.

Até ontem Colíder estava com nove confirmados e duas pessoas internados, três estão em isolamento domiciliar e quatro recuperadas. Neste momento, o sistema de saúde consegue atender os casos que surgem. No entanto, Noboru alerta que pode haver colapso. “Em Colíder estamos trabalhando firmemente junto com a secretaria de Saúde, hospital regional, junto com o escritório regional para que a gente possa manter sobre avanço do coronavírus aqui. Mas para colapsar a estrutura existente no hospital é muito rápido. Nós temos ali nove leitos para atender pacientes de toda a região”, advertiu, através da assessoria. “Em Colíder, se dez pessoas necessitarem de respirador, uma vai ficar fora. A gente alerta a população para que não espere alguém da família chegar a óbito para tomar as providências. As medidas de prevenção devem ser tomadas agora”, reforçou

“O coronavírus não é gripinha. Esse vírus é altamente contagioso e já está presente no nosso município. Ele já transita nas ruas, nos bairros e nas casas das famílias de Colíder”, lamenta Noboru. “A gente pede a conscientização da população. Não existe outro remédio a não ser evitar ser contaminado. Estamos preocupados porque a população está banalizando as medidas de proteção, como a utilização da máscara, o distanciamento social e o isolamento das pessoas que pertencem ao grupo de risco. Não levem a doença para dentro de casa”, reiterou.

Ele admitiu que, se necessário, as medidas restritivas serão endurecidas caso a população e os estabelecimentos comerciais não tomem os devidos cuidados durante a flexibilização. “Tá havendo relaxamento de algumas pessoas, que não estão levando a sério. Caso seja necessário, vamos endurecer o decreto municipal, retomando o fechamento dos comércios, até mesmo, com uma possível decretação de lei seca, proibindo o consumo de bebida alcoólica em locais públicos. Vamos adotar essas medidas caso os números de contágio continuem crescendo fora do aceitável. Com certeza, não hesitaremos em tomar medidas mais enérgicas”, advertiu.

O secretário de Saúde, Rafael Bosco, disse que em hospitais públicos na região “não há mais vagas. Os pacientes estão sendo transferidos para Cuiabá”, pontua Rafael Bosco. “A situação está ficando realmente muito grave. Se a população não se atentar, continuar com as festas de finais de semana, não seguir as recomendações das autoridades de saúde, nós teremos um colapso no sistema público de saúde. Pessoas vão morrer”.

Só Notícias (foto: Nina Silva