PUBLICIDADE

Candidatos ao governo discutem propostas sobre segurança com judiciário

PUBLICIDADE

Os candidatos ao governo do Estado apresentaram os eixos dos respectivos programas para a administração pública, focados na área da segurança pública, em evento realizado pela Corregedoria Geral da Justiça de Mato Grosso, visando analisar promessas e também cobrar respostas arroladas pelo setor. No auditório do Fórum de Cuiabá, os postulantes Lúdio Cabral (PT); José Marcondes; (PHS), o Muvuca; José Roberto (PSOL); Pedro Taques (PDT); e o médico Aray Fonseca (PSD), representando Janete Riva (PSD) foram unânimes num aspecto: a área da segurança pública precisa avançar por meio de mais investimentos, ações preventivas e através de novas políticas públicas. Objetivo em comum é reduzir os altos índices de violência e criminalidade em Mato Grosso, em plataformas diferentes. E em que pese a otimização de ações, o sistema prisional ainda é visto como um “desafio” para os que desejam assumir o comando do Estado.

Taques, que “encerrou” os debates na ordem dos candidatos ouvidos, não dispensou a oportunidade de devolver ao adversário, Lúdio Cabral, respostas aos ataques políticos. Disse que “Lúdio ataca esposas de candidatos como fez em 2012 com Mauro Mendes. Classificou a posição do petista como uma ação “sem escrúpulos ao ponto de mentir na campanha municipal, no programa de TV, que a doença de Virgínia era mentira. E depois ela fez transplante. E vejam como está atacando a esposa do candidato, dizendo que minha esposa é investigada, o que mostra a baixaria do candidato do Silval e do PT”, disparou na noite de ontem.

O candidato do PDT, que relatou o novo Código Penal na comissão especial do Senado, assinalou a importância da discussão específica da área e da necessidade e urgência dos investimentos. Acentuou em seu discurso um panorama geral sobre outros setores de responsabilidade do Estado, como a saúde e educação, além de outras pastas, para instituição de novas políticas públicas interligadas para minimizar os problemas como o crescente aumento da criminalidade.

Lúdio Cabral, o primeiro a apresentar suas propostas, reconheceu as dificuldades. E fez questão de lembrar que apesar desse contexto, é preciso reconhecer os pontos positivos da atual gestão. Ele discorreu sua análise sobre a necessidade de avançar sobre o ensino fundamental, escolas profissionalizantes, técnicas, como instrumento colaborador para a melhoria da área da segurança pública. O “fator social” foi um dos pontos reiterados por Lúdio como elo para acentuar a prática da evolução no setor. Lembrou ainda a redução da população carcerária, de aproximadamente 12 mil para 9,5 mil, frisando sua meta de construção de no mínio 5 colônias ligadas ao sistema penitenciário do Estado. A revisão do atual modelo do sistema no Estado também foi posto na lista de prioridades do candidatos.

O médico Aray Fonseca, vice na chapa majoritária liderada por Janete Riva, demonstrou preocupação com o atual quadro. Lembrou que existe um déficit de efetivo da Polícia Militar, de mais de 5 mil agentes, e que a área precisa de investimentos urgentes. A política da descentralização das ações foi enfocada por Aray, partindo do entendimento de que Estado, municípios e governo federal podem ampliar os trabalhos tanto no âmbito preventivo, como de combate à violência e criminalidade. Lembrou ainda a região de fronteira como uma das prioridades no programa de governo. “E como vamos conseguir os recursos? Sabemos que apenas R$ 60 milhões sobram para investimentos na segurança pública e é muito pouco, porque desse total, só R$ 14 milhões restam para a construção de novas unidades. Por isso iremos implantar uma dinâmica inovadora na gestão, industrializando o Estado, com a criação de polos como o têxtil na baixada cuiabana, oportunizando o mercado de trabalho e o desenvolvimento pleno, porque isso ajuda nas ações preventivas, dando oportunidade para o cidadão”, disse destacando que a região de fronteira do Estado atua com apenas 50 policiais, quando é preciso pelo menos 500. Acentuou ainda as ações na área da saúde, acrescentando a nova proposta de criação de uma Secretaria de Gestão do Sistema Penitenciário.

Muvuca também prometeu investir mais na área, lembrando entre os principais objetivos sua luta contra crimes como a pedofilia, além da construção de um presídio de segurança máxima, “porque tem gente como o Eder que tem que ficar na Papuda porque não tem presídio à altura no Estado”, disse cutucando o ex-secretário de Estado, Éder Moraes, investigado na Operação Ararath.

O candidato José Roberto também fez exposições sobre várias áreas, como a educação, apontando a atual gravidade da área da segurança pública como um reflexo da gestão estadual. “Entendemos isso como a falta de investimentos por culpa de campanhas milionárias. Pretendemos dobrar as vagas no sistema, reforçar os trabalhos nos presídios. A mudança só virá com um novo processo de construção da gestão estadual.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Ex-governador de Mato Grosso diz que aliados levaram “nocaute” com prisão de Bolsonaro

Presidente de honra do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em...

Lançada licitação para construir túnel em rodovia entre Cuiabá e Chapada; R$ 54 milhões

A secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) publicou...

Governo de MT paga servidores e injeta mais de R$ 800 milhões na economia

Os servidores públicos do governo de Mato Grosso recebem...

Secretária e prefeito inauguram unidade regional da SEMA em Sinop

Foi inaugurada, ontem, sede da unidade desconcentrada da secretaria...
PUBLICIDADE