Os candidatos ao governo do Estado foram convidados pelo Tribunal Regional Eleitoral a participarem de uma iniciativa inédita de proteção de voz contra clonagens realizadas por meio de inteligência artificial. A ação integra parceria firmada pela Justiça Eleitoral com uma empresa especializada em tecnologias de geração, síntese e processamento de voz.
De acordo com a assessoria, a medida tem caráter preventivo e busca reduzir o risco de utilização indevida de inteligência artificial para produzir áudios falsos, simular declarações ou atribuir falas inexistentes a candidatas, candidatos e autoridades durante as eleições deste ano.
“A inteligência artificial oferece inúmeras possibilidades positivas, mas também exige medidas de prevenção contra usos que possam confundir o eleitor ou atribuir falsamente uma declaração a determinada pessoa”, avaliou, através de assessoria, a desembargadora Serly Marcondes Alves. A adesão é voluntária e dependerá da manifestação de cada candidatura.
O mecanismo busca restringir a reprodução sintética ou a clonagem das vozes previamente cadastradas. A finalidade é dificultar a utilização da tecnologia da empresa para produzir conteúdos de áudio destinados à desinformação, falsificação de identidade ou atribuição indevida de declarações.
Para realizar o registro, os participantes interessados deverão fornecer uma amostra de voz seguindo requisitos técnicos estabelecidos pela plataforma. A partir desse material, a empresa poderá identificar e proteger aquela voz em seus sistemas.
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