Política

Candidato que teve muro pichado e carro quebrado em Sorriso quer segurança policial

O vereador Maurício Gomes (PSB), candidato a deputado estadual, que foi vítima de um atentado homofóbico em Sorriso, disse que teme pela sua vida e que vai pedir acompanhamento policial para os últimos dias de campanha. Para ele, além da discriminação sexual, o crime tem motivação política.

“A campanha está crescendo e as pessoas estão vendo que tenho chances de ir bem, só que eles não querem aceitar. Sempre me atacam pela internet e agora fizeram isso na minha casa. São pessoas extremistas, que pensam que mandam em Sorriso e em Mato Grosso, mas eu não vou desistir nem baixar a cabeça porque sou uma pessoa honesta e tenho trabalho prestado”, afirmou, ao Só Notícias.

Nesta madrugada, vândalos picharam o muro da casa do candidato em Sorriso dizendo “Vai perde (SIC), viado” e jogaram uma pedra que atravessou o vidro traseiro e caiu no banco da frente do carro que estava estacionado na garagem. Segundo Maurício, a sua mãe e o sobrinho ouviram o barulho, mas não se levantaram e só descobriram o ataque pela manhã.

A Polícia Militar foi até a residência do político e registrou um boletim de ocorrência, mesmo assim, como ele é candidato a deputado, entende que trata-se de um crime federal e vai até a Polícia Federal registrar a queixa e pedir segurança.

“Em pleno século 21, em vez de combater o preconceito e acabar com isso, ainda tem pessoas com a cabeça tão pequena e capaz de agir desta forma”, lamentou.

Maurício Gomes é o segundo vereador assumidamente gay em Sorriso, mesmo assim, não é defensor radical dos direitos LGBT+, pelo contrário, discursa em favor de causas conservadoras como a família e o evangelho.

O primeiro vereador homossexual em Sorriso foi Elias Maciel, assassinado em dezembro de 2012 num crime que é dado oficialmente como passional. Seu assassino foi condenado, recentemente, em júri popular.

Só Notícias/Marco Stamm (foto: Lucas Torres)